Jornal de Pomerode

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Sempre pronto para ajudar, quando necessário

No dia 26 de maio é comemorado o Dia Nacional do Bombeiro, e, para celebrar a data, conheça a história de um dos primeiros integrantes da corporação.

26931b406412f853d116bed4d80e27ed.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Poder ajudar a quem necessita. Essa sempre foi a motivação de Ademir Krahn, de 59 anos, bombeiro voluntário de Pomerode e sócio fundador da corporação. O voluntário atua como socorrista desde os primeiros anos de atuação da entidade em Pomerode, e acompanhou toda a evolução do grupo, ao longo de seus 22 anos.

Na época em que começaram as movimentações para a criação dos bombeiros voluntários, em 1996, Krahn trabalhava na Netzsch do Brasil e um colega, que depois seria sub-comandante, foi quem trouxe e apresentou a ideia na empresa. “Eu decidi me inscrever e me tornar um voluntário. Minha principal motivação para tomar esta decisão foi a vontade de ajudar as pessoas que estivessem passando por alguma necessidade”, relembra.

O bombeiro voluntário começou como motorista do caminhão de combate a incêndios, já que, no início, eram somente estas ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode. “Quando começamos com o grupo, não havia pessoas e nem equipamentos para realizar resgate veicular ou casos de emergência clínica. Isso veio com o tempo. Nosso efetivo também era bastante reduzido”.

Justamente por causa do pouco efetivo, os plantões eram sempre motivo de preocupação. Primeiramente, porque só havia uma pessoa disponível para ficar na sede por vez, cumprindo 12 horas de plantão. Krahn também conta que, muitas vezes, os bombeiros precisavam ir com seus próprios veículos para atendimentos a ocorrências. “O ponto positivo é que a central ficava no mesmo cômodo que os dormitórios, por isso, quando vinha algum chamado, o risco de não escutarmos praticamente não existia”, argumenta.

Nos primeiros anos, o bombeiro voluntário cumpria, uma vez por semana, as suas 12 horas de plantão no período da noite, já que trabalhava durante o dia. Seu horário começava às 18h e seguia até às 06h do dia seguinte.

“Hoje, meus plantões são sempre às segundas-feiras à tarde e eu atuo como socorrista. Não dirijo mais o caminhão, porque, agora, existe a exigência de um curso diferente para quem dirige o caminhão de resgate, portanto, fico somente com a parte de atendimento às possíveis vítimas”, explica.

O filho, Marcos Krahn, também é bombeiro voluntário e o pai revela que, desde o início da atuação da corporação em Pomerode, o filho já convivia neste ambiente, e quando completou a idade exigida, ingressou na corporação.

Durante seus 22 anos como bombeiro voluntário, Krahn afirma que esteve em poucas situações que foram muito impactantes, mas destaca as vezes em que presenciou casos de morte em algumas das ocorrências.

“Sempre era muito difícil quando você via as pessoas chorando pela perda de alguém, um ente querido. Você começa a sentir a dor delas. Outro fato que me marcou muito foi na enchente de 2008, quando houve o deslizamento em Testo Central Alto, na qual, infelizmente, uma pessoa morreu. Estivemos no local naquele dia e sentimos o peso de não poder fazer nada mais por aquela pessoa”, relata o bombeiro.

E, para evitar que este tipo de situação ocorra, Krahn ressalta a importância dos cursos de capacitação promovidos pela corporação ou por outras entidades. O bombeiro voluntário, por exemplo, possui os cursos de socorrista e bombeiro e comenta que o último deles teve 270 horas de duração, um dos maiores que já fez.

Depois de tanto esforço para ser sempre melhor, Krahn fala, com orgulho, sobre a importância da corporação para a população da cidade. “O serviço dos bombeiros é muito importante para Pomerode, pois dá a tranquilidade para a população, que sabe que pode contar com o atendimento dos bombeiros. Fico contente por saber que é uma grande ajuda para as pessoas necessitadas e, também, a população pode ter a certeza que temos bombeiros capacitados aqui. As pessoas podem ter certeza que todos os casos que atendemos são importantes e realizamos o atendimento com o mesmo cuidado e capricho. E de minha parte, pretendo continuar ajudando por mais tempo, ainda”, garante.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP Leonardo Borchardt/JP Arquivo Bombeiros voluntários
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