Jornal de Pomerode

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Sempre em tempo de realizar sonhos

Casal encontra na dança oportunidades de aprendizado e superação

8d4dcd8fb71d4ba5c7067404d49967a7.jpg Foto: Divulgação

Ele, representante comercial. Ela, microempreendedora. Com 44 e 45 anos, respectivamente, contam, orgulhosos, que há seis anos e meio fazem parte do grupo folclórico mais antigo do estado. O que para Marise Cristina Behling Junkes já foi um sonho na adolescência, para Ronald Junkes nunca havia passado pela cabeça. Hoje, ambos estão, juntos, dançando no grupo folclórico. 

O convite já havia sido feito a eles em diversas oportunidades, mas nunca conseguiram atender, pois Roni, como é conhecido por todos, possuía uma van e estava ocupado nos fins de semana. Por muitas vezes, ele levou o grupo para suas apresentações e, como um velho conhecido dos integrantes, já participava até de suas brincadeiras. Logo o inevitável aconteceu: assim que vendeu a van, o casal decidiu ingressar no Alpino Germânico.

Marise já amava dançar e, para ela, foi rápido aprender as coreografias. Por outro lado, Junkes precisou de uma atenção especial. Um problema no joelho o deixou oito meses fora do grupo para tratamento com fisioterapia e quiropraxia. Mesmo com as adversidades, ele não desistiu e dança até hoje. “Entendemos nossas limitações, toda apresentação e ensaio é um desafio novo para nós. Sabemos que um dia precisaremos entregar o traje, mas não me vejo fazendo isso. Vai ser uma perda muito grande”, comenta a dançarina, com lágrimas nos olhos. Hoje, o arrependimento consiste em, apenas, não ter feito parte do grupo quando mais jovens. Algo que não acontece com o filho mais novo do casal. Iago Rian Junkes, de nove anos, já arrisca passos de sapateados em casa com o pai, enchendo de orgulho os familiares. O menino observa todas as apresentações e alguns ensaios, alimentando o desejo de fazer parte do grupo, futuramente. 

Perguntados sobre o que o grupo trouxe a eles, respondem que ganharam mais uma família, fizeram muitos amigos e conheceram novos lugares, que jamais imaginariam visitar. Junkes, por exemplo, participou ao vivo, em rede nacional, do programa Encontro com Fátima Bernardes, na Rede Globo. “Tivemos que reduzir nossas músicas a um minuto. Nos últimos ensaios não estava dando certo, mas na hora, quando fomos chamados, nada mais importou, fizemos e acabou que deu tudo certo. Com certeza, foi inesquecível essa experiência”, completa o representante comercial. Já para Marise, cada apresentação deixa uma marca especial. “Ao abrir os arquivos de fotos das apresentações, posso dizer direitinho onde cada uma aconteceu e alguma história inusitada ocorrida, por exemplo, em São Bento do Sul, que ficará marcado, pois Ronald esqueceu seu chapéu em Pomerode”, relata ela, em meio às risadas. Para eles, o reconhecimento do público é algo muito gratificante e traz mais ‘gás’ a cada apresentação, pois os dançarinos estão lá, voluntariamente, mostrando um pouco da cultura de nossos antepassados.

 



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