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SC tem aumento de quase 40% no número de focos do mosquito Aedes aegypti

A partir da próxima segunda-feira, dia 26, serão realizadas ações de conscientização em todo o estado. Este ano a dengue tipo 2 passou a circular em Santa Catarina

d62754bb017d0eb571503a436ee92fb3.jpg Foto: Pixabay

Santa Catarina registrou aumento de 38,6% no número de focos do mosquito Aedes aegypti, se comparado ao mesmo período do ano passado. De 1º de janeiro até 17 de novembro de 2018 foram registrados 14.014 focos, segundo o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive-SC). Em 2017, foram 10.111.

Os focos do mosquito estão concentrados em 159 municípios catarinenses, dos quais 75 são considerados infestados.

O estado vem passando por uma mudança de perfil relacionado à presença do mosquito, com a circulação do vírus da dengue tipo 2 neste ano. Até então apenas o tipo 1 circulava em Santa Catarina. Itapema foi a primeira cidade identificada com a variação de sorotipagem DENV-2 no Estado. Dos 26 casos autóctones, ou seja, contraídos no próprio município, 11 deles tinham esse sorotipo.

Até o último dia 17, haviam sido registrados 57 casos de dengue. Desses, 34 são autóctones, 13 importados e 10 indeterminados autóctones.

Em 21 amostras o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-SC) identificou o sorotipo de dengue: 10 são de DEN1 e 11, de DEN2.

De acordo com a Dive-SC, este cenário aponta para um risco iminente de transmissão da doença no estado, principalmente com a chegada do calor e do período de chuvas.

"O aumento de focos é significativo e está relacionado ao número de municípios infestados", diz coordenador da Sala de Situação Estadual para o Controle ao Aedes aegypti, João Fuck.

Os sorotipos são DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4. Com isso, uma pessoa pode contrair a doença até quatro vezes ao longo da vida. Isso porque a infecção gera imunidade somente contra aquele sorotipo já adquirido.

Os sintomas da doença são os mesmos, independentemente do sorotipo: febre, dores de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas pelo corpo, entre outros.

Campanha

A partir da próxima segunda-feira, dia 26, serão realizadas ações para conscientizar a população de todo o estado sobre a importância da eliminação dos criadouros do mosquito. O Dia “D” de mobilização está marcado para 30 de novembro.

"É importante promover a limpeza de calhas, de piscinas, e de outros locais que possam acumular água, além de descartar corretamente o lixo. Ao eliminar depósitos e recipientes que possam acumular água, ajudamos a evitar a proliferação do mosquito”, reforça Fuck.

“Diversas ações já são desencadeadas ao longo do ano. Mas durante a semana nacional de mobilização, elas são intensificadas e envolvem vários setores: educação, meio ambiente, Defesa Civil, obras e outros. É muito importante essa união para eliminarmos os focos do mosquito”, afirma a gerente de zoonoses da Dive, Suzana Zeccer.

 

Fonte: Portal G1



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