Jornal de Pomerode

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Resultados expressivos na educação dos anos iniciais

Pomerode superou a média prevista para os anos de 2019 e 2021 no Inep

f6d49771de22df4a079de0afcf0b5ab0.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os resultados de 2017 do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), e Pomerode tem muito o que comemorar com os dados obtidos, já que o município atingiu metas previstas somente para 2019 e 2021.

De acordo com o indicador, no ciclo inicial do Ensino Fundamental da Rede Pública da cidade, que compreende os alunos do 1º ao 5º ano, Pomerode passou da nota 6,7, em 2015, para 7,0 em 2017, superando, inclusive, a meta prevista para 2021, que era de 6,7.

A média de Pomerode também é maior do que de Santa Catarina, que é 6,3, e do que a média nacional, que foi de 5,5, e do que de municípios da região, como Blumenau (6,6), Gaspar (6,3), Indaial (6,6), Timbó (6,9) e Jaraguá do Sul (6,9), referentes aos anos iniciais. Esta é a quinta vez consecutiva que Pomerode ultrapassa o índice previsto para o ano no Ideb, que é medido de dois em dois anos, para alunos do 1º ao 5º ano.

Para o secretário de Educação e Formação Empreendedora, Jorge Buerger, o resultado obtivo no Ideb aponta o que tem dado certo na educação de Pomerode. “O Ideb é um indicativo importante, pois aponta aspectos como raciocínio lógico, leitura e escrita. Os números obtidos nos fazem pensar o que podemos e devemos melhorar. Para os anos iniciais, é uma conquista e revela o bom trabalho que está sendo feito, apresentando os resultados que vêm a partir dos investimentos feitos”, destacou.

Porém, para os anos finais, as notícias não são tão boas, assim. Desde o ano de 2011, a cidade não supera a média prevista para o ano. Por exemplo, em 2017, a média de nota para alunos do 6º ao 9º ano foi de 5,7, quando a previsão era de 5,9.

Quanto ao resultado obtido pelos anos finais, Buerger afirmou que ações precisam ser feitas para melhorar o que não tem dado certo, e que foi revelado pelo indicativo. “A partir dos resultados dos anos finais, pretendemos conversar e discutir com os diretores das escolas que possuem turmas do 6º ao 9º ano, para vermos o que pode ser feito para melhorar e entender os motivos que levaram a este resultado”, disse.

O que é o Ideb 

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado em 2007 e reúne, em um só indicador, os resultados de dois conceitos analisados para medir a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações.

Ele é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) - para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil - para os municípios.

O Ideb varia de zero a 10 e a combinação entre fluxo e aprendizagem tem o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará, igualmente, a necessidade de melhoria do sistema.

O Ideb também é uma ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para a educação básica, que tem estabelecido, como meta, que em 2022 o Ideb do Brasil seja 6,0 – média que corresponde a um sistema educacional de qualidade, comparável a de países desenvolvidos.



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