Jornal de Pomerode


Respeitando para ser respeitado

Assumir quem verdadeiramente é e se aceitar desta maneira, não é tarefa fácil para quem possui uma opção sexual diferente da tradicional. Foi o caso de Leandro Eduardo, de 22 anos, que se considera homossexual e, por vezes, se veste como Drag Queen para ir em alguns eventos.

a9a627be68e1a9abf79a7adf2b7534f8.jpg Foto: Divulgação

Assumir quem verdadeiramente é e se aceitar desta maneira, não é tarefa fácil para quem possui uma opção sexual diferente da tradicional. Foi o caso de Leandro Eduardo, de 22 anos, que se considera homossexual e, por vezes, se veste como Drag Queen para ir em alguns eventos. 

A primeira vez em que se vestiu como Drag foi para ir a um evento em Blumenau. “Eu me inspirei na Pablo Vittar, escolhendo fazer uma maquiagem simples, apenas com uma sombra. Quem me viu ou viu as minhas fotos, elogiou bastante. Ser uma Drag Queen me ajudou me aceitar como eu sou e eu passei a me sentir bem comigo mesmo”, relata Leandro.

Este evento aconteceu em maio deste ano e, a partir daí, passou a ir com certa frequência naquela boate como Drag, normalmente acompanhado do melhor amigo.

Ele conta que já recebeu outros convites para prestigiar outras festas como Drag Queen, mas não aceitou por questões de deslocamento e preconceito, pois não sabia o que poderia encontrar. 

“Normalmente, ser Drag causa impacto e, depois, curiosidade nas pessoas, então procuro sempre tomar o cuidado de não me exceder, para não parecer que estou empurrando meu jeito e forçando-os a aceitar. Por isso, acredito que, quem me conhece, acaba gostando de mim e me respeitando pelo que sou”, reflete. 
Morador de Pomerode desde 2013, ele comenta que não considera a cidade como preconceituosa, que sempre foi muito tranquilo viver aqui e que não a trocaria por nenhum outro lugar. 

“A maioria das críticas vem de pessoas mais velhas, mas devemos também respeitá-las. Nunca tentei impor meu gosto para ninguém, pois ninguém é obrigado a aceitar a opção sexual ou gosto do outro, apenas deve respeitá-lo. Eu acredito, também, que as críticas nos ajudam a crescer como pessoas, então, devemos usá-las a nosso favor”, pondera a Drag Queen. 

Manicure no salão de beleza Rosander, ele afirma que sempre gostou muito de trabalhar com a área de beleza, fazendo serviços desde os 16 anos, quando ainda morava em Alagoas. “Já passei muitas dificuldades de aceitação enquanto morava lá, principalmente por parte da família. Mas elas me ajudaram a crescer e a ficar cada vez mais forte”, garante. 

Hoje, se vestir como Drag significa ser quem realmente é e Leandro sabe que pode ter orgulho da pessoa de que se tornou. “Vou continuar sempre sendo dessa maneira, respeitando para ser respeitado, porque é assim que conseguirei ser feliz”, finaliza o rapaz. 



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