Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Receber de braços abertos

AFS procura famílias que possam hospedar intercambistas em Pomerode, durante o seu período na cidade e no Brasil.

58b1e7ca3c606518df518bea4e732e56.jpg Foto: -A família Beber com a intercambista italiana, Roberta BernardiArquivo Pessoal

Na edição 1125, conversamos com os três intercambistas que estão em Pomerode, encerrando o seu período de aprendizados no Brasil. Mas para que estas experiências sejam possíveis, é necessário que famílias pomerodenses, de forma voluntária, recebam estes estrangeiros em suas casas, para hospedá-los durante todo o intercâmbio, seja ele de seis meses ou um ano.

Na cidade, várias famílias já se voluntariaram e hospedaram intercambistas, entre elas, a família Beber, que recebeu em sua casa, em cinco anos, seis intercambistas, de diferentes nacionalidades. O primeiro estrangeiro recebido pela família foi um alemão, que ficou em Pomerode por 15 dias, no chamado mini intercâmbio.

“Nesta mesma época, o João, nosso filho, demonstrou interesse em fazer um intercâmbio. Então fomos procurar saber mais sobre a AFS. Paralelamente, surgiu a oportunidade de hospedarmos o Albert, um dinamarquês, que viria em agosto de 2013. Como logo percebemos a organização e a seriedade da AFS, decidimos assumir o desafio de hospedarmos o Albert em nossa casa, durante um ano”, relata Marcos Beber, um “pai hospedeiro”.

Depois disso, vieram outras experiências com intercambistas hospedados na casa da família Beber: uma alemã, que ficou durante seis meses, depois uma italiana, que também ficou por um ano aqui, um turco, por 15 dias, e um americano, que ficou aqui por seis meses.

“Durante o tempo que você hospeda um intercambista em sua casa, a troca cultural é muito grande, o que é muito positivo para ambos os lados. Também criam-se laços muito fortes e, mesmo depois do término do intercâmbio, o vínculo permanece forte. Por exemplo, meu filho João foi visitar o Albert na Dinamarca, e foi muito bem recebido pela família dele, que se diz muito grata a nós pelo cuidado com o Albert. A Roberta Bernardi, que veio da Itália e ficou conosco por um ano, até hoje quando fala conosco por Skype, nos chama de pai e mãe”, enumera Beber.

De acordo com o patriarca da família, na sua opinião, a razão por terem sempre se dado tão bem com os estrangeiros foi que sempre foram uma família muito unida, o que torna mais fácil a integração para os intercambistas, pois estão sempre sendo inseridos nas atividades da família. Ainda segundo Beber, até mesmo a AFS se admira com isso.

“Porém, é preciso ter muita responsabilidade. O intercambista deve ser tratado como um filho, como um membro da família, também procurando ajudá-lo quando for necessário e oferecendo tudo o que ele precisa. Mas, com certeza, é um experiência valiosíssima e muito boa”, ressalta.

Como ser uma família hospedeira 

As famílias que tiverem interesse em se tornarem hospedeiras, devem, primeiramente, entrar em contato com o Comitê Vale Europeu da AFS, preferencialmente pelo email: comite.valeeuropeu@afs.org ou pela página no Facebook - AFS Comitê Vale Europeu. Na sequência, os voluntários do comitê agendarão uma visita sem compromisso para tirar todas as dúvidas da família interessada. 

A principal ideia e critério é “tratar nossos estudantes estrangeiros como se um filho/a fosse”. É realmente integrar ele na rotina da família hospedeira e criar vínculos familiares. “Experimente o Efeito AFS com seu novo membro da família compartilhando sua casa, seu coração e seu mundo. Esses são os primeiros passos de sua família para se tornar uma família global”, é um dos lemas da organização.

“Receber um intercambista em sua casa é uma ótima maneira de aprender sobre uma nova cultura e compartilhar a sua. Os jovens gostam de ser embaixadores culturais, apresentando para sua nova família os costumes e tradições de seus países. É uma oportunidade única de descobrir e apreciar as diferenças culturais. Nós chamamos isso de #EfeitoAFS”, afirma o coordenador do comitê da AFS do Vale Europeu, Stefan Klug.

Atualmente, três famílias estão hospedando intercambistas da Itália, França e Japão. A cada seis meses são selecionadas novas famílias para receber estudantes intercambistas. No próximo ciclo, que inicia em agosto, virão mais três intercambistas para Pomerode. 

“É importante para manter vivo o espírito voluntário da organização. Todo comitê é formado por voluntários que não recebem absolutamente nada pelo trabalho realizado. É gratificante ver a transformação dos jovens no intercâmbio e principalmente oportunizar aos alunos da rede municipal de ensino o contato com outra cultura e língua. Sem dúvida ter famílias hospedeiras em Pomerode garante a manutenção dos trabalhos da organização e a vinda cada vez mais estudantes intercambistas para nossa região”, finaliza Klug.



Galeria de fotos: 2 fotos
Créditos: Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal
Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg