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Raimundo Colombo visita Pomerode

Em entrevista, o ex-governador de Santa Catarina falou sobre o que foi feito no estado, durante os anos em que esteve no cargo

8a3c1d931c246e9fe37adeb4447f24af.jpg Foto: Divulgação

Neste sábado, dia 23 de junho, o ex-governador de Santa Catarina Raimundo Colombo esteve visitando a cidade de Pomerode. Na pauta, seus oito anos de gestão, o desenvolvimento do estado, a superação da crise e o trabalho de Santa Catarina como pólo exportador na agricultura, na indústria e no turismo.

Acompanhado do prefeito municipal Ércio Kriek, Colombo esteve visitando os estúdios da Rádio Pomerode. O Jornal de Pomerode, representado pelo diretor Manfredo Goede, também esteve realizando uma cobertura especial desta visita. Na conversa foram abordados assuntos como os investimentos para a região do Vale do Itajaí e a situação econômica do estado catarinense.

Confira um trecho da entrevista. A íntegra do que foi conversado, está disponível em vídeo, no site do Jornal de Pomerode.

1. Foi mantida a intenção de não aumentar os impostos no estado?
Raimundo Colombo:
Quando a crise veio, ela foi muito forte, ela está muito forte, e a maioria dos estados, 22 dos 27, partiram para o aumento de impostos. E nós acreditamos que, se Santa Catarina não fizesse isso, sairíamos ganhando. Por exemplo em SP, RJ e MG, o IPVA subiu de 2% para 4%. No RS e no PR, nossos vizinhos, passou de 2% para 3,5%. Em Santa Catarina, ficou em 2%. Então um carro que você pagaria R$ 50 mil e mais R$ 2 mil para emplacar, aqui pagaria R$ 1 mil para emplacar. Esse dinheiro fica no bolso do cidadão. A energia elétrica no nosso estado ficou com 25% de impostos. O nosso estado ficou mais produtivo, mais competitivo. Santa Catarina foi o estado que mais cresceu no Brasil e gerou 39 mil novos empregos, foi o melhor resultado em números absolutos, isso porque o estado é mais competitivo, ele consegue vender para outros estados, sobretudo exportar, e, com isso, a economia fica aquecida. Eu acho que não aumentar impostos, mas baixar impostos foi uma coisa fundamental. Acho que essa foi uma das grandes ações do governo.

2. Além dessa situação de não ter aumentado os impostos, houve outras batalhas no seu governo, como a questão da Reforma da Previdência, por exemplo, que foi feita em 2015. Como isso ajudou o nosso estado a ter uma situação financeira mais confortável em meio à crise?
RC:
Precisavam ser feitas mudanças internas radicais, o Brasil terá que fazer isso também. Quando terminou a eleição de 2014, nós saímos fortalecidos pela reeleição, no primeiro turno, e vimos que era o momento de fazer essa mudança. Então o servidor passou a fazer uma contribuição de 14%, e não mais 11% como era antes, mas de forma escalonada. E para os novos funcionários, a partir de 2015, eles entravam na previdência geral, como é o sistema previdenciário de qualquer empresa, e aí nós conseguimos equilibrar as contas. Essa foram duas das ações mais importantes, que, inclusive são leis. Outra que foi muito importante, em que Santa Catarina foi protagonista, foi a renegociação da dívida, isso deu um fôlego importante, fomos o primeiro estado do Brasil.

3. Pomerode pode, ainda, manter a esperança quanto à revitalização da SC-110, que foi uma promessa do seu governo?
RC:
Podem ficar tranquilos, que vamos trabalhar para cumprir essa promessa. A única forma de resolver, que até eu acho que seria mais barato, seria fazer um convênio com a prefeitura e repassar os recursos. Eu me comprometi com isso, é uma dívida. O projeto está pronto e ele está no Fundam. O Fundam está em negociação com o BNDES, mas esse ano não sai mais por causa da lei eleitoral, então temos que trabalhar em 2019. Mas eu assumo o compromisso, pois conseguindo a representação parlamentar em Brasília, terei valores de emendas, que posso repassar, que se enquadram completamente nessa faixa. É uma dívida nossa. E de fato, uma rodovia tão importante, com o trecho de Pomerode como está, prejudica a trafegabilidade. Eu peço desculpas, porque não deu, mas foi um compromisso que eu assumi e vamos honrar.

4. Vemos que o Sr. fez um investimento muito grande em segurança pública, como o aumento do efetivo, por exemplo. Fale um pouco mais sobre estas ações feitas com relação à segurança pública.
RC:
O maior desafio para o estado para daqui a 10 ou 15 anos já não será a saúde e talvez não seja a educação, mas com certeza será a segurança pública. A violência tem aumentado. Nós tínhamos, em 2010, cerca de 12 mil detentos no sistema prisional catarinense. Hoje nós temos 22 mil. Nós tínhamos um “buraco”, porque lá atrás, durante oito ou 10 anos, não foram contratados policiais, alguns que estavam se aposentando saíram e ficaram vários anos sem entrar novos, e nós tivemos que fazer um esforço enorme para repor esse pessoal. Hoje, mais da metade dos policiais têm de sete anos para menos na corporação, ou seja, eles ficarão, no mínimo, mais 30 anos, e nessareposição, começamos a aumentar o efetivo. E temos que também aproveitar a tecnologia, por exemplo com as câmeras de videomonitoramento, que inclusive foram instaladas aqui, o tablet da polícia militar, para o registro de ocorrências, criação da própria polícia, através da inteligência, o que deixou tudo mais rápido, multiplicando a capacidade de trabalho em várias vezes, com o auxílio da tecnologia.




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