Jornal de Pomerode


Quem cuida também educa

Segundo o dicionário Aurélio, professor é definido como aquele que “ensina uma arte, uma atividade, uma ciência, etc”, estando incluso, portanto, o ensinar a viver e ver o mundo da melhor forma possível. Está é a função dos professores que atuam na Educação Infantil.

a628c2880f678f263db5188caaa408ff.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP-Gabriella atua como docente há cerca de 10 anos.

Segundo o dicionário Aurélio, professor é definido como aquele que “ensina uma arte, uma atividade, uma ciência, etc”, estando incluso, portanto, o ensinar a viver e ver o mundo da melhor forma possível. Está é a função dos professores que atuam na Educação Infantil, como é o caso da docente Gabriell Francysney Sardagna de Oliveira, de 35 anos, professora no C.E.I. Dorotéa Hoeft Borchardt. 

Há mais de dez anos, ela tomou a decisão de trabalhar com a educação dos pequenos pomerodenses, mas o caminho não começou da maneira tradicional, de acordo com o que Gabriella relata. “O meu primeiro curso de ensino superior foi Turismo e eu me formei nele. Mas, durante o meu TCC, que foi sobre o Turismo nas Escolas, comecei a ter contato com as crianças e fui gostando cada vez mais. Então, logo depois, fui cursar pedagogia, para poder trabalhar com elas”. 

O primeiro trabalho como professora foi no Colégio Sinodal Doutor Blumenau, em Pomerode, passando depois por um colégio particular em Blumenau e, depois retornando a Pomerode, onde fez o processo seletivo da Prefeitura e pôde se efetivar como professora da Rede Municipal de Ensino. Nela, passou por duas instituições até o momento, o C.E.I. Nora Krueger Dallmann e o C.E.I. Dorotéa Hoeft Borchardt, onde atua desde 2012. 

Gabriella trabalha com crianças que tem a média de idade de quatro anos, nas turmas do pré I. Mas, esta é a primeira vez que lida com essa turma, pois antes disso, trabalhou basicamente no berçário. “Nunca me imaginei fazendo outra coisa depois de começar como professora, não trocaria a profissão por nenhuma outra”, afirma. 

Tal paixão pelo que faz, é explicada pela emoção ao ver a evolução das crianças da sua turma, suas descobertas, as novas experiências, a troca de carinho. A professora revela que é emocionante ver como uma pequena coisa para nós, acaba se tornando uma grande descoberta para eles. Além disso, ela garante ser gratificante poder passar o seu conhecimento a eles.

“O professor precisa desenvolver a capacidade de perceber, através da linguagem corporal da criança, o que ela sente ou quer naquele momento, ter a sensibilidade. Também sempre procuro ter muito diálogo com os pais, pois as crianças acabam ficando mais conosco do que com eles, então, precisamos passar o que acontece aqui”, ressalta. 

Ela também cita que um dos maiores desafios é quanto à responsabilidade necessária para que se possa trilhar um caminho como professora de Educação Infantil. “Além de educá-los, temos sempre que nos preocupar com a sua segurança, pois dependem de nós, então é uma grande responsabilidade. Temos sempre o desafio de adquirir cada vez mais conhecimento, oferecer maneiras novas de aprendizado, novas brincadeiras, jogos, atividades, porque o trabalho com as crianças precisa ser dinâmico”, conta. 

Para quem está no início deste caminho, a dica é simples. É necessário muito estudo, paciência. Para quem está começando, é importante ter certeza do que quer, porque não se trata meramente do cuidar. Existem várias diferenças entre as crianças e é preciso ter certeza do que se trata para aceitar este desafio, de acordo com o que Gabriella relata. 

“Quanto à dificuldade de ser professor, acredito que seja a valorização dos mesmos, pois somos vistos com meros cuidadores e não como profissionais da Educação que estão em constante aprendizagem para ensinar um grupo de criança no decorrer de cada ano e também lhe dar com os desafios que surgem dia a dia. Esta é uma situação que precisa ser revista”, finaliza. 



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