Jornal de Pomerode

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Projeto Vida e Saúde apresenta resultados

Em parceria com a Furb, projeto visa pesquisa para traçar um perfil da saúde da população de Pomerode, por meio de exames em seus habitantes, e comparar com a população da Alemanha

818022ac4af2e025301960fe896c21ed.JPG Foto: Divulgação

A Câmara de Vereadores da cidade foi palco da cerimônia de apresentação de resultados do “Projeto Vida e Saúde de Pomerode”, pesquisa realizada junto com o curso de Medicina da Furb, nesta quarta-feira, dia 04 de julho. O objetivo é acompanhar a evolução das doenças, identificar fatores de risco e formas de prevenção. O evento contou com a presença das autoridades do município e representantes do projeto da universidade blumenauense.

O projeto teve início em agosto de 2011. A primeira visita de pesquisadores brasileiros na Alemanha ocorreu em 2012. Em 2013, começou a adaptação da estrutura do Hospital Universitário da Furb, que fica no Campus 5, para padronizar os procedimentos e executar iguais aos da Alemanha.  Ao todo, foram examinadas 2.399 pessoas, todos moradores da cidade de Pomerode. A pesquisa traça um perfil da saúde da população pomerodense, por meio de exames em seus habitantes, e compara com a da Alemanha.

O estudo prevê que o voluntário se submeta a uma série de exames, entre eles, coletas de amostras biológicas, entrevistas sobre hábitos alimentares e saúde mental, ultrassom de tireoide, fígado e carótidas, eletrocardiograma, análise de onda de pulso, índice de tornozelo-braço, pressão arterial, espirometria, medidas antropométricas, medida de força palmar, exame de “levantar e caminhar”, saúde bucal, preventivo de colo uterino e o acelerômetro, um exame que foi incluído recentemente, no qual o voluntário utiliza o dispositivo fixado em uma cinta elástica na cintura, por oito dias, e que mede o nível de atividade física da pessoa.

Ernani de Santa Helena,  coordenador da pesquisa, em entrevista ao repórter Lucas Adriano, da Rádio Pomerode, aponta que os pomerodenses têm uma má alimentação. Os dados completos da pesquisa, você confere no box, ao fim da matéria.

“Os resultados sugerem que as pessoas estão se alimentando mal. Uma quantidade muito grande de açúcares, carboidratos e alimentos muito processados, que não são muito bons para a saúde do coração, estão sendo consumidos em excesso, juntamente com o consumo de bebidas alcóolicas e o sedentarismo. Tudo isso nos chamou a atenção e, agora, iremos pensar em como mudar esse cenário, visando a saúde da população para a cidade”, explica.

O secretário de Saúde de Pomerode, Marcos Bönmann, explica que os resultados serão analisados para, depois, difundir projetos pensando na melhoria da qualidade de vida.

“Nessa primeira etapa, iremos examinar os resultados para ter uma noção do que, exatamente, foi visto. Tenho certeza que teremos que mudar algumas questões dentro da política municipal de saúde de Pomerode. Vamos ver o que podemos mudar, juntar um grupo de trabalho, para melhorar o que não está adequado, onde estão nossas falhas, para sermos uma referência em questão de saúde pública no Estado de Santa Catarina”.

Os trabalhos de campo iniciaram em 02 de julho de 2014. Foram, portanto, quatro anos de pesquisa, que envolveram cerca de 15 professores de vários cursos da Furb, além de duas enfermeiras, supervisor de campo e 14 estagiários

A pesquisa teve investimento da Fapesc, no valor de R$ 900 mil, e da Furb, com mais de R$ 2 milhões.

Resultados: 

54,9% dos entrevistados avaliam sua saúde como boa ou muito boa; 
- 34% procuraram estabelecimento de saúde nos últimos 30 dias (a maioria, no SUS);
- 10% internaram, pelo menos, uma vez no último ano; 
- 78% consumiram medicamentos nos últimos 15 dias. 
(Em comparação com pesquisas nacionais, em Pomerode se usa mais os serviços de saúde, interna-se o dobro da média nacional e as pessoas tomam 20% mais medicamentos)

 Estilo de vida: 

- 10% fumam atualmente (na Alemanha, 30%), mas relatam um consumo excessivo de álcool (pior entre os homens). A proporção de sedentários foi de 70% (Brasil - 62% e Alemanha - 50%) e se alimenta com muitos alimentos processados, refrigerantes e doces (mais que o dobro da média nacional).
- O que mostram os exames: 67% têm excesso de peso, 39% possuem hipertensão arterial e 33% estão com risco de Aterosclerose.


 



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