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“Precisamos de uma mudança de direção”

Confira mais um texto da série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de Santa Catarina

a0023ae4f1c3f118bc97bc8aad476dee.jpg Foto: Divulgação

Jornal de Pomerode - Se possível, gostaríamos de saber da sua história e do seu envolvimento com a política.
Comandante Moisés -
Com 51 anos, casado, fui coronel da reserva do Corpo de Bombeiros. Formado em Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Também já coordenei a Defesa Civil e trabalhei na Secretaria de Justiça e Cidadania. Não tendo histórico político, foi só no início de março deste ano, quando me filiei ao PSL, que comecei a atuar com mais frequência no meio e a construir aquela que seria a minha candidatura ao governo do Estado.
 
JP - Cite cinco propostas presentes em seu plano de governo. 
CM -
Saúde: No nosso governo, o reconhecimento dos profissionais da saúde será uma prioridade. Infelizmente, o tratamento dispensado pelo Estado aos que precisam utilizar o atendimento de saúde, acaba mostrando a triste realidade da administração pública em zelar por esse direito do cidadão, que é garantido constitucionalmente. 

 Pensando nesta realidade e no que estamos buscando para Santa Catarina, levantando a bandeira da renovação e mudança, entre as propostas, está a garantia da funcionalidade na saúde pública das pequenas localidades, assim como, viabilizar o pleno atendimento, funcionamento e resolubilidade nos hospitais de referência. Acredito que gestão eficiente tem a ver com parcerias público-privadas, mas também, tem a ver com muito trabalho e dedicação. E isto não deve ser só resultado da parte técnica, mas também, de uma boa condução da equipe que está à frente da administração pública. 

 Educação: Os principais problemas da educação em Santa Catarina estão relacionados à valorização do professor, à manutenção do adolescente no ensino médio e à infraestrutura para receber alunos e professores. Pretendemos rever o achatamento da tabela salarial dos professores, incentivando-os a permanecer em sala de aula, investir na escola para ensino em tempo integral e em novas tecnologias para atrair o aluno do ensino médio e inspirá-lo a criar e se profissionalizar. 

 Segurança Pública: Tendo um Estado mais saneado, você terá condições de potencializar os agentes de segurança pública, tanto a polícia técnica, quanto a judiciária e a ostensiva. É necessário mais dinheiro nos municípios e menos em Brasília. Para tanto, será preciso uma revisão do Pacto Federativo, uma das bandeiras de defesa do Capitão Jair Bolsonaro e Lucas Esmeraldino, no Senado Federal. É necessário potencializar a atividade de inteligência, valorizar os agentes públicos, recompor o efetivo, investindo tanto na parte humana quanto em materiais, criar novos programas e fortalecer os programas de segurança pública, entre outras mudanças, melhorias e investimentos ao setor, visando uma vida mais digna e que as famílias tenham paz. 

 Infraestrutura: Segundo dados apresentados pelos órgãos policiais, o número de mortes nas estradas federais, que cortam Santa Catarina, subiram 3,5%, em relação ao ano passado. O acesso para a região de Pomerode, via pela BR-280 até Jaraguá do Sul, chegando em Pomerode pela SC-110, assim como quem vem do sul, pela BR-101 até Navegantes, seguindo pela BR-470 sentido Blumenau, seguido pela SC-421, precisa de uma atenção especial. 

 Penso que, no momento em que tivermos uma boa malha viária, bem sinalizada, com condutores seguindo com segurança, com veículos em perfeito estado, esses fatores vão contribuir para o desenvolvimento e a diversificação da indústria, garantindo mais emprego, renda e qualidade de vida para as famílias da região. Juntamente com o presidenciável Bolsonaro, assim como o apoio do presidente do PSL-SC e candidato ao Senado, o foco é fomentar a recuperação, manutenção e ampliação da malha rodoviária, elevando a competitividade do Estado, bem como, diversificando o modal de transporte em SC. As parcerias público-privadas estão em nossos planos. 

 Combate à corrupção: A corrupção não é algo novo e é considerado um dos maiores problemas, afetando, principalmente, o bem-estar da população. Não é de hoje que se fala de desvios de verbas públicas, da lavagem de dinheiro, do pagamento de propinas, do abuso de poder, dentre outros fatores. Atualmente, vivemos um momento de crise, até mesmo na esperança de um futuro melhor, no qual as pessoas estão desacreditadas da velha política. 

 Umas da grandes motivações de entrar nesta luta, é representar esta mudança. Nossa intenção é instituir um programa de integridade, com o objetivo de prevenir, detectar e combater a ocorrência de fraude e corrupção no setor público, nas estruturas do governo e fora dela, para alcançar, com mais rapidez e segurança, os objetivos da administração, resultando legitimidade, confiabilidade e eficiência. 
 
JP - Porque decidiu se filiar ao PSL, partido de Bolsonaro? 
CM -
Quando o presidente do PSL-SC e candidato ao Senado, Lucas Esmeraldino, me convidou para fazer parte do partido, fui ler o estatuto da sigla para ver se aquilo era razoável. Adequando isso ao acompanhamento que já faço do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, entendi que eu poderia fazer parte sem problema nenhum, comungando dos mesmos ideais. É inegável que, quem tem a opção por Bolsonaro, naturalmente pretende fazer com que haja um bloco de governabilidade. Então, penso que todas as candidaturas (do PSL) são alavancadas por Jair Messias Bolsonaro. Conhecendo, por exemplo, o Lucas Esmeraldino, que é o nosso candidato ao Senado, eu vi as bandeiras que ele levantou e entendi que poderia estar ao lado dele, sem problemas.
 
JP -  Você já exerceu cargos militares, acredita que isso pode contribuir com seu mandato? 
CM -
Nesses meus 30 anos de serviço público, minha vida foi servir as pessoas. Sabemos que, ao atuar no Corpo de Bombeiros Militar, a vida requer atos de coragem e, todos os dias, somos desafiados a cuidar das pessoas, sem ter o que temer. Exercemos a nossa profissão com amor, muita preparação e honramos o juramento que fizemos de pôr em risco, inclusive, a nossa própria vida, para ajudar as pessoas nos momentos em que elas mais precisam. Assim, com toda minha experiência, tendo que fazer muito, com pouco, na época em que atuava no Comando da Corporação, vejo que hoje posso ser a mudança que Santa Catarina precisa. Além do que, quando se fala em confiabilidade, credibilidade, em pesquisa pública, os bombeiros estão sempre abrindo a lista dos profissionais mais confiáveis nas pesquisas, e, acima de tudo, temos propostas concretas. 
 
JP - Caso eleito, qual seria sua prioridade para Santa Catarina? 
CM -
Sabemos que a educação de qualidade, a excelência nos serviços públicos de saúde, além de estratégias eficientes para a segurança pública, são considerados parâmetros de equilíbrio nas sociedades desenvolvidas, elevando a qualidade de vida e o bem-estar. Juntamente com a candidata à vice-governadora, Daniela Reinehr, teremos desafios para atuar nas políticas públicas com efetividade, na luta por um cenário futuro diferente do que vemos hoje.

 Pretendemos atuar nas três principais áreas de vocação do Estado, que são, saúde, educação e segurança, sempre com foco no combate à corrupção, que é a causa de todos os desmandos nessas áreas de atuação do Estado. Temos a plena consciência de que, sem saúde, educação e segurança, não há ordem e progresso, o Estado não sai do lugar. É necessário parar de viver na esperança. Precisamos de uma mudança de direção. 
 
JP - Na sua opinião, quais serão os principais desafios para um futuro governador do estado? 
CM -
Um dos principais desafios de Santa Catarina são as dívidas bilionárias. A maioria delas, foi adquirida na década de 90, e são um exemplo claro da falta de responsabilidade dos governos que estão até hoje no poder e ainda tentam se perpetuar. Recorreremos a todos os meios possíveis, inclusive, a possibilidade de reavaliar os valores com os credores. 

 Outro grande problema e desafio a ser enfrentado é referente à infraestrutura. 73,5% da malha viária catarinense é considerada ruim ou péssima. Encontra-se rodovias mal conservadas, com pouca sinalização, trecho sinuosos, que mostram que o estado gasta muito e não dá conta de fazer a manutenção para garantir o bem-estar das famílias catarinenses. Em épocas de crise e dívida pública aumentando, não se pode falar em vender ativos para tapar buracos. 

 Acredito que a mudança somente acontece quando pessoas de bem se envolvem, se engajam e se juntam pelo bem das famílias. Por este motivo, resolvi entrar nesta luta. Queremos resgatar a nossa dignidade. Juntos com Jair Bolsonaro na Presidência, e Lucas Esmeraldino no Senado, vamos lutar por um novo Brasil e uma Santa Catarina diferentes.

 

Comandante Moisés é o terceiro governável entrevistado. A segunda edição, com outro candidato, você pode conferir aqui



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