Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Pomerodense na gestão da Unimed Blumenau

Dr. Roberto Amorim Moreira, ginecologista, é reeleito como diretor superintendente da Unimed Blumenau

7f1581a0d7dc873a608c840a0132d151.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

No dia 23 de março de 2018, foi eleita a nova diretoria da Unimed Blumenau e o ginecologista pomerodense, Dr. Roberto Amorim Moreira, é um dos membros da equipe que foi reeleito e irá gerir as atividades da cooperativa na região. O médico de Pomerode assumiu o cargo de diretor superintendente da Unimed Blumenau.

Pomerode é uma das cidades que faz parte da área de abrangência do convênio em Blumenau, junto a outros 10 municípios, que são Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Gaspar, Indaial, Rio dos Cedros, Rodeio, Timbó e Blumenau. Ao todo, a superintendência da Unimed Blumenau conta com 759 médicos cooperados, 564 funcionários, um hospital próprio, um pronto atendimento, 3.187 empresas contratantes, 38 clínicas credenciadas, quatro clínicas próprias, 20 laboratórios credenciados, 10 hospitais credenciados e seis ambulâncias.

Por isso, entrevistamos o Dr. Roberto Amorim, médico responsável por gerir essa estrutura, que falou sobre o planejamento e os desafios de sua gestão.

Jornal de Pomerode - Quais os planos para a sua gestão?
Roberto Amorim -
Investir na tecnologia para nos auxiliar no gerenciamento dos custos; continuar trazendo resultado econômico e financeiro para a Unimed, a fim de mantermos nossa sustentabilidade no mercado de planos de saúde; atender, rigorosamente, o que determina a Agência Nacional de Saúde (ANS), tendo em vista que o principal foco da regulação é atender os usuários com qualidade; e sermos uma cooperativa que gera trabalho e renda para os médicos cooperados, com a dignidade que eles merecem.

JP - Quais serão as suas primeiras ações na administração?
RA -
Aumentar o número de vidas de carteira, ou seja, de clientes que optam pela Unimed; gerenciar os custos assistenciais com mais rigor e eficiência; investir em medicina preventiva; e ter atenção plena para a saúde.

JP - Qual a situação da Unimed Blumenau hoje? Há equilíbrio e saúde financeira na cooperativa?
RA -
Sim. Estamos cumprindo as exigências da Agência Nacional de Saúde, no que tange os indicadores econômicos, financeiros e assistenciais. Estamos também em constante qualificação da  nossa rede de atendimento, para que nossos clientes sintam-se plenamente atendidos.

JP - Hoje, quais áreas da Unimed precisam de melhorias?
RA -
Toda a empresa sempre tem pontos de melhoria e as nossas são a de recursos próprios, de inteligência de mercado e de custos assistenciais. Na questão dos recursos próprios, precisamos certificá-los, para dar ainda mais qualidade de atendimento e sermos competitivos no mercado. Já na parte de inteligência de mercado, pretendemos aprimorar o serviço em busca de novos  mais clientes, que ainda não possuem plano de saúde, para a nossa carteira. Por fim, na parte de custos assistenciais, como as pessoas estão com expectativa de vida maior, é necessário que desenvolvamos ferramentas de gestão, para promovermos prevenção de doenças e a administração das morbidades, com eficiência, a fim de que o nosso produto continue atrativo no mercado.

JP - A retomada das obras do Hospital da Unimed está prevista na gestão?
RA -
Essa obra está em estudo pelo novo conselho de administração, mas ainda não há uma definição sobre ela. 

JP - Qual você considera o principal desafio para a sua gestão?
RA -
O principal desafio é nós nos mantermos rentáveis. Para isso, precisamos agir com determinação, buscando o resultado econômico/financeiro. Outro ponto importante é  proporcionar a qualidade da assistência, ou seja, oferecer assistência a um custo menor, e para isso, precisamos buscar eficiência. E também dar continuidade à busca de um modelo de pagamento à nossa rede credenciada, que esteja sempre dentro das expectativas do mercado. Precisamos ter bons resultados, precisamos ter eficiência na gestão de custos e um modelo que seja aceitável no mercado, focado em prevenção. Este é um desafio muito grande, porque temos que mudar a cultura dos nossos beneficiários. Eles precisam ter mais qualidade de vida, não porque a Unimed precisa economizar, mas porque é importante para eles, como seres humanos, e isso precisamos fomentar. 

JP - Para isso, uma das ideias é investir em medicina preventiva?
RA -
Isso, investir em medicina preventiva, é investir em atenção plena à saúde. Ou seja, não enxergar o cliente de uma forma segmentada, mas enxergá-lo como um todo. Nós temos que fazer um diagnóstico de tudo o que ele tem, e administrar as morbidades que possuir, com uma assistência qualificada e hierarquizada. Essa é uma forma adequada de se tratar as pessoas e que os países desenvolvidos já praticam. E é nesse modelo que os planos de saúde trabalham, e que a Agência Nacional de Saúde e a Unimed do Brasil nos estimula a buscar. 



Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg