Jornal de Pomerode


Pomerodense conquista medalha de ouro na Obmep pelo segundo ano consecutivo

João Pedro Tambosi foi o único aluno da cidade, entre as escolas públicas e particulares, a conquistar a medalha mais cobiçada envolvendo matemática no Brasil

30bee6b26c0ecb222f8b52f2c246bd87.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Mais uma excelente notícia para a educação pomerodense veio na semana passada, quando foi divulgado o resultado da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2017. Nela, nossa cidade conquistou uma medalha de ouro, uma de prata, três de bronze, 11 menções honrosas, além de dois professores, Maria Cristina Dallmann e Roberto Valmor Bruhmuller Kisner, e a E.B.M. Amadeu da Luz, serem destaque. 

A prova da primeira fase foi realizada no dia 06 de junho e a segunda fase, no dia 16 de setembro. Os resultados foram divulgados no dia 22 de novembro. 
A grande conquista foi a medalha de ouro, de João Pedro Tambosi, de 13 anos, estudante do 8º ano da E.B.M. Amadeu da Luz. Ele foi o único aluno pomerodense a conquistar o ouro neste ano, entre as escolas públicas e particulares. Na prova, ele fez mais de 110 pontos, dos 120 possíveis. Este é o segundo ano consecutivo que ele conquista a medalha de ouro, entre os três que participou. 

Em 2015, sua primeira participação, ele ganhou a medalha de prata, o que, segundo o menino, foi uma surpresa na época. Já nos dois anos seguintes, ganhou o ouro, que era o seu objetivo. “Minha matéria favorita é matemática e esse gosto veio da minha família, que me apoia muito. Além de estudar para ir bem na escola, foco muito na preparação para a Olimpíada”, comenta o menino. 

Para este ano, havia a preocupação por ser um nível diferente do que estava fazendo em 2016 e 2017, mas afirma que se dedicou ainda mais, para aprender todos os conteúdos necessários. “Além do tempo na escola, tinha mais três ou quatro horas de estudo em casa, à tarde e, nos dias anteriores à prova, acrescentei mais uma hora de estudo”, conta. 

O seu interesse pela Obmep surgiu quando a professora, Maria Cristina Dallmann, explicou sobre a prova e sobre o que os alunos poderiam conseguir com ela no currículo. Ele revela que logo percebeu que a Olimpíada poderia lhe proporcionar muitas oportunidades no futuro. 

João Pedro já pensa grande para o futuro, para deixar o seu currículo ainda melhor. Em 2018, ele pretende fazer outras provas de olimpíadas científicas, além de trabalhar para manter a medalha de ouro na Obmep. 

“O Ensino Médio eu gostaria de fazer em um Colégio Militar, ou se não conseguir, em alguma escola que priorizasse a preparação para instituições como o Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA).  Já o Ensino Superior, sonho em fazer o curso de engenharia, no ITA, ou então no Massachusetts Institute of Technology (MIT), Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em português, Harvard ou Princeton. É um desejo estudar fora do Brasil para depois voltar e tentar fazer a diferença aqui”, declara o garoto. 

Combinados a estes sonhos ambiciosos, o estudante faz parte dos escoteiros e pratica karatê, modalidade na qual ele já acumula diversas premiações e na qual irá participar do Campeonato Brasileiro, em 2018. “Sempre gostei e pratiquei esportes, mas quando descobri a Obmep, ela me mostrou o que eu queria da vida, abriu as portas para este mundo”, comenta. 

Tambosi revela que teme a possibilidade de Olimpíada não acontecer ano que vem devido a declarações do governo de possível corte de verba para a Obmep 2018, realizado pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e financiada pelo MEC (Ministério da Educação) e pelo MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). “Não queria que ela acabasse, pois quem perde são os alunos, já que a olimpíada abre portas, como fez comigo. Espero que revejam esta decisão”, defende o aluno. 

A professora de matemática, Maria Cristina Dallmann, ressalta o orgulho em poder ver o sucesso do aluno. “João é um diferencial, pois tem talento e grande interesse pelo estudo da matemática, além de se dedicar muito a tudo o que faz. É muito gratificante ver os resultados do trabalho que desenvolvemos, pois sabemos da importância para o futuro dos alunos”, declara.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP









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