Jornal de Pomerode
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Perdas para o esporte pomerodense

Quando chega o fim do ano, é hora de relembrar as coisas boas que aconteceram e, também, as não tão boas, principalmente quando se trata de pessoas que deixaram este plano terreno. No ano de 2017, algumas figuras do esporte encerraram seu ciclo de vida.

2ad64ed1822dccffa68e143635d38197.jpg Foto: Divulgação-Simone Weber

Quando chega o fim do ano, é hora de relembrar as coisas boas que aconteceram e, também, as não tão boas, principalmente quando se trata de pessoas que deixaram este plano terreno. No ano de 2017, algumas figuras do esporte encerraram seu ciclo de vida, mas deixaram um legado que sempre será lembrado por todos.

 

SIMONE WEBER - Guerreira, lutadora, dona de um sorriso largo. Assim sempre foi considerada Simone Ellen Weber Beck, idealizadora do projeto do paradesporto e fundadora da Associação Pomerodense de Deficientes (Apodef), que faleceu no dia 30 de janeiro, na cidade de Leipzig, Alemanha. A pomerodense, de 51 anos, vinha lutando contra um câncer abdominal e deixou sua marca no esporte de nossa cidade.

A Apodef foi criada com o objetivo de oferecer apoio aos deficientes físicos do município. As ações atualmente desenvolvidas são atendimento psicológico aos associados, atividades culturais, de lazer e recreação, além do paradesporto, que continua sendo incentivado pela entidade, com a participação dos paratletas em diversas competições no Estado e no Brasil. Outro objetivo da associação é a integração e inserção do deficiente na sociedade, realizando atividades de conscientização da população para as necessidades das pessoas com deficiência e da importância de que sejam tratadas com igualdade. 
A fundadora da entidade ficou paraplégica no ano de 2002, devido a um acidente automobilístico, condição que a fez enxergar a vida de outra maneira, levando-a a buscar a inserção de pessoas portadoras de necessidades especiais na sociedade. Com isso, incentivou a criação da Apodef, fazendo, inclusive, parte da equipe do paradesporto, como atleta de tênis de mesa.

 

MARCELINHO - O futebol amador ficou um pouco mais órfão no dia 24 de março. Marcelo Iwar Thomaz Monteiro, ou simplesmente Marcelinho, de 50 anos, era natural de Porto Alegre e foi revelado no Grêmio, sendo campeão Gaúcho. Após, passou por Goiás e jogou, durante 10 anos, no Gaziantepspor, da Turquia, com a façanha de ter sido capitão da equipe, algo muito raro naquela época, por se tratar de um jogador estrangeiro. Ainda passou por Criciúma e Blumenau Esporte Clube, antes de iniciar no futebol amador, quando veio para o Floresta, em 1999.

Naquele ano, conquistou a Taça RBS e, de quebra, foi tricampeão da LPD nos anos de 2000, 2001 e 2002, pelo Verdão do Centro. Conquistou, ainda, mais dois títulos em terras pomerodenses, pelo Água Verde (2004) e pelo Atlético Pomerodense (2008), além de ter treinado o Azulão em 2012.
Marcelinho vivia em Presidente Getúlio e treinava o Guarani de Dalbérgia. Uma morte prematura, lamentada por muitos, uma vez que o mundo do futebol amador perdeu mais um de seus craques de forma repentina.

 

NELSON KEUNECKE - Personalidade conhecida e marcante na cidade, Nelson Keunecke faleceu no dia 12 de julho, aos 78 anos de idade. Amante da bocha, era constantemente visto nas canchas, prestigiando a modalidade. Mas a sua marca registrada foram os desfiles da Festa Pomerana, onde esbanjava simpatia, juntamente com seu cavalo Pingo, uma vez que era membro frequente do Clube de Cavaleiros. Que a sua alegria, força e simplicidade sejam exemplo para todos nós.

 

JARA - Mais uma morte afetou o futebol pomerodense, em 31 de maio. Trata-se de Alfonso Buse, o popular Jara, que faleceu aos 74 anos, vítima de parada cardíaca, na cidade de Itajaí. Juntamente com os irmãos Lamiro e Waldemar Buse (Cascudo), fez história no Floresta, onde atuou durante 11 anos, entre 1956 e 1966. 

Jara fez parte do Floresta, entre os anos de 1956 e 1966, sendo considerado um ponta direita muito rápido e habilidoso. Entre 1960 e 1961, fez parte do elenco que disputou o estadual profissional, além de ter atuado, em 1963, no considerado “Time de Esmeralda” do Verdão, que conquistou a 4ª colocação do Campeonato da Liga Blumenauense de Futebol. 
A Associação Esportiva Floresta emitiu uma nota de falecimento, destacando os seus feitos com a camisa verde e agradecendo pelo legado que Jara deixou ao time do Centro e a todo o esporte de Pomerode.



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