Jornal de Pomerode

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Paulo Eccel e perspectivas políticas para 2018

Candidato a deputado estadual pelo PT, esteve na redação do JP, para falar de suas perspectivas para as eleições deste ano

fc9735bd86b1e7c7bb691c16a1253c00.jpg Foto: Tatiane Hansen/JP

Jornal de Pomerode – Como ingressou na política? E porque no PT? 
Paulo Eccel  -
Eu ingressei na política já faz um tempinho. Na época, eu participava da Juventude da Política e estava acontecendo a redemocratização do Brasil, no começo dos anos 80. Eu me filiei em 1986 ao PT. 

No momento, estava havendo a criação de partidos políticos, envolvimento da juventude na política, a igreja estudando a teologia da libertação, na época, uma forma de igreja comprometida com as pessoas, não só a igreja da oração. E, naquele grupo, fizemos um estudo a respeito dos partidos políticos e a nossa opção foi pelo PT, que, de acordo com o manifesto e o estatuto, é o partido que mais se encaixava naqueles ideais que estavam sendo propostos para a sociedade brasileira naquele momento.

JP – Na sua opinião, quais serão os principais desafios para um representante de nossa região em âmbito estadual? 
PE -
Conhecer a realidade e fazer política de maneira coletiva. A política só tem sentido se for de forma coletiva. Tem que ter relacionamento, grupos em cada uma das cidades da região, para que esses alimentem o mandato com as informações, façam a crítica, também, da situação do mandato, apontem sugestões. 

O desafio é esse conhecimento. O pressuposto para a regionalização é o conhecimento profundo da região, e isso se faz coletivamente. 

JP – Em suas redes sociais, você declarou que a saúde é uma de suas prioridades. Candidato, você visa quais cobranças para que sejam feitas mudanças e melhorias nesta área? 
PE -
A principal cobrança é criar um mecanismo que obrigue, efetivamente, o Governo do Estado a aplicar o percentual mínimo que a constituição de estado estabelece, que é de 15% do seu recurso na saúde. O estado tem que cumprir, como grande parte dos municípios cumprem.

Também, uma outra demanda que a gente identificou é a questão dos medicamentos. O estado não tem uma política efetiva de fornecimento de medicamentos, não tendo política, isso aumenta a judicialização. Por isso, eu vou propor a formação de uma política efetiva de medicamentos, e para a criação dessa, tem que conversar com os médicos, com o Poder Judiciário, com o Ministério Público, para ver uma espécie de pactuação, após isso, implantar a política, e isso vai evitar que o povo tenha que pagar advogados para conseguir o seu medicamento.

JP - O Brasil está em um cenário político nacional bastante indefinido. Como candidato pelo PT, você declara apoio a qual presidenciável? 
PE -
Eu declaro apoio ao Lula. Fazendo um exercício, vamos abstrair nomes e partidos, uma análise da história recente, qual foi o momento em que nós não víamos filas de desemprego? Ou em que as fábricas da região pagavam e estimulavam gratificações? Em que momentos víamos isso? Qual governo? No do Lula.

 Naquele tempo, as pessoas tiveram uma melhoria na qualidade de vida. Houve uma melhor distribuição de renda no país e, assim, as empresas rodavam e contratavam mais gente, movimentavam e animavam as pessoas. Tu acordar de manhã e saber, eu vou trabalhar e com aquele mesmo trabalho, vou conseguir pagar as contas, o aluguel, a faculdade, sustentar minha família. 

Então, por isso, eu voto no Lula ou em quem o Lula indicar.

 

 



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