Jornal de Pomerode


Para um desenvolvimento mais saudável

O incentivo ao aleitamento materno até, pelo menos, os seis meses de idade do bebê, tem sido uma bandeira levantada por pediatras e enfermeiros por muito tempo, principalmente pelo fato de o leite materno ser o alimento mais nutritivo para a criança nos seus primeiros meses e anos de vida.

5e835921e0081a86009a82766d474bb7.jpg Foto: Divulgação


O incentivo ao aleitamento materno até, pelo menos, os seis meses de idade do bebê, tem sido uma bandeira levantada por pediatras e enfermeiros por muito tempo, principalmente pelo fato de o leite materno ser o alimento mais nutritivo para a criança nos seus primeiros meses e anos de vida. 

Porém, segundo um relatório produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e divulgado na terça-feira, dia 01 de agosto, apenas 38,6% dos bebês brasileiros se alimentam somente com o leite materno nos cinco primeiros meses de vida. Ainda de acordo com a OMS, a taxa está bem abaixo do ideal, mas se mantém na média mundial, que fica entre os 20% e 40%. O Brasil termina entre a Argentina, que tem 33%, e a Bolívia, que tem 64,3% dos bebês alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros cinco meses de vida. 

Se for considerada a amamentação até um ano, o índice brasileiro sobe para os 47%, porém, este número cai pela metade se analisadas as crianças que recebem amamentação até os dois anos, terminando em 26%. 

Mas, o aleitamento materno é de extrema importância para a criança. O principal benefício da amamentação nos primeiros meses é garantir os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento até os seis meses de vida e continuando como fonte de nutrientes até o segundo ano, ou mais. 

O leite materno pode melhorar a resistência e evitar infecções respiratórias, reduzir riscos de alergias e doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão, obesidade e dislipidemia. Além disso, há evidências científicas que comprovam a contribuição no melhor desenvolvimento cognitivo e emocional da criança.

A questão do aleitamento materno é mais discutida no mês de agosto, quando se comemora o Agosto Dourado, mês que destaca a amamentação. Nele, está inclusa, de 01 a 07 de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno, lembrada em mais de 150 países, inclusive no Brasil, onde o tema deste ano foi definido como “Trabalhando juntos pela amamentação, sem conflitos de interesse”. 

A pediatra Francielle Tosatti reafirma a importância da Semana Mundial de Aleitamento Materno. “Ela te chama de braços abertos, te recebe calorosamente com relatos emocionantes e informações científicas e te envolve nesse assunto que, se um dia foi tabu, hoje é uma responsabilidade coletiva. Amamentar é um processo natural aos seres humanos, tão natural quanto o sentimento de insegurança, medo, dor, expectativa e principalmente, amor”, ressalta. 

O mês de agosto foi definido como período de incentivo ao aleitamento materno em março deste ano, no Brasil. O Projeto de Lei nº3452/15, que o coloca no calendário anual, foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados e posteriormente, no Senado. 

Mitos sobre a amamentação:

- Dar de mamar faz os seios “caírem”;
- O leite é fraco e, por isso, o bebê chora de fome;
- Só o leite não sustenta o bebê;
- Criança que nasceu antes do tempo ou é muito pequena não pode mamar;
- Mãe que trabalha fora não pode amamentar;
- A mãe que não tem leite não pode amamentar;

Principais nutrientes do leite materno:

Carboidratos: Fonte de energia. Os mais importantes são a lactose e os oligossacarídeos prebióticos. Auxilia na absorção de minerais, especialmente o cálcio;
Gorduras: Fonte concentrada de energia que provê de 50% a 60% das necessidades do lactente. Fornecem ácidos graxos importantes para o desenvolvimento do cérebro, da retina e dos tecidos nervosos;
Proteína: Fonte de aminoácidos e de nitrogênio. Além disso, tem funções específicas como a defesa contra agentes microbiológicos.  Também é imprescindível para o desenvolvimento e crescimento do bebê;
Vitaminas e sais minerais: Essenciais para o processo de crescimento e desenvolvimento ósseo, cerebral e integridade do sistema imunológico; 
Ferro: Essencial na prevenção de anemia.



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