Jornal de Pomerode


Para respeitar e acolher sempre

Em Pomerode, a pedagoga Bruna Letícia Greuel, de 27 anos, pós graduada em neuropsicopedagogia e inclusão, pela Uniasselvi, trabalha com iniciativas que promovem a inclusão.

ad961e5ec677d5b64b88c128d543dcd9.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP-Bruna focou sua pesquisa na relação da criança autista com a família.

Trabalhar com iniciativas que promovem a inclusão, de acordo com quem já passou pela experiência, é sempre um desafio e um aprendizado. E, em Pomerode, cada vez mais pessoas estão escolhendo este caminho. Uma delas é a pedagoga Bruna Letícia Greuel, de 27 anos, e pós-graduada em neuropsicopedagogia e inclusão, pela Uniasselvi. 

Ela trabalha como professora da Educação Infaltil no Colégio Sinodal Doutor Blumenau e foi ali que teve o seu primeiro contato com o mundo de uma criança especial, motivando o tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “Em 2014, tive a oportunidade e o privilégio de trabalhar com um aluno diagnosticado com autismo na Educação Infantil. Como eu estava fazendo o meu TCC, optei por abordar o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e conhecer um pouco mais sobre o processo de diagnóstico e a visão da família referente ao processo de inclusão escolar do filho”, relata a professora. 

O principal objetivo do trabalho foi realmente entender o mundo que cerca uma criança com autismo, sua convivência na escola e na família e, por meio deste estudo, melhorar o seu relacionamento com uma criança com autismo. “A sensação de fascínio, desafios, questionamentos e alegrias são sentimentos que crianças com autismo transmitem para o outro e são esses sentimentos que fazem parte do nosso dia a dia nos ambientes educacionais”, aborda Bruna em seu trabalho.

Ela afirma, ainda, que quando pensa em inclusão, duas palavras lhe vem à mente: respeitar e acolher. Respeitar as dificuldades específicas de cada pessoa e acolher a criança e sua família. “A palavra inclusão tem sido muito usada e ouvida nos ambientes educacionais. A escola precisa ser o grande ganho para todos e valorizar o potencial de cada criança. Como citei no meu trabalho: ‘O professor possui um papel fundamental nesse processo de transição entre família e escola, inserindo e mostrando aos pais que as possibilidades de oferecimento de participação nos espaços e tempos de aprendizagem são reais e possíveis.’ A palavra inclusão está cada vez mais presente, tanto na sociedade como nos ambientes educacionais. Vejo, porém, que deveriam existir mais investimentos em pesquisas e formações para informar e capacitar as pessoas”, ressalta a professora. 

Para Bruna, a pesquisa a engrandeceu profissionalmente, além de ser uma lição de vida e um grande aprendizado pessoal. “Sinto uma alegria e amor muito grandes em poder contribuir e compartilhar o meu conhecimento com as crianças com necessidades educacionais especiais e suas famílias. Acredito que é fundamental saber um pouco sobre a rotina familiar, a descoberta do diagnóstico e toda reestruturação, pois, por trás de cada criança, existe uma história familiar”. 

Depois de finalizar a pós-graduação na área da Neuropsicopedagogia e Inclusão, iniciou um trabalho paralelo ao que é realizado no ambiente escolar. O principal objetivo é focar na dificuldade específica de cada criança e auxiliar no processo de ensino aprendizagem. “Cada criança possui aptidão em alguma área e utilizo essa aptidão como ferramenta para suprir a dificuldade em questão. Montei um espaço para atender as crianças e pretendo continuar trabalhando nessa área com crianças com necessidades educacionais especiais”, finaliza.

 

 



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