Jornal de Pomerode


Pagamento de 13° salário do funcionalismo vai aquecer economia com R$ 2,18 bilhões

Anúncio do pagamento adiantado do salário de novembro e de dezembro e da segunda parcela do 13° do funcionalismo foi feito pelo governador Raimundo Colombo

Em entrevista coletiva para veículos de comunicação de todo o Estado, na manhã de sexta-feira, 11 de novembro,  na Casa da Agronômica, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, fez um anúncio que anima não só o funcionalismo público, mas todo o setor produtivo do Estado: os salários de novembro e de dezembro serão pagos antes mesmo do fechamento do mês e a segunda parcela do 13°será quitada no dia 14 de dezembro. Para a economia, isso vai significar um incremento de 2,18 bilhões em um intervalo de 21 dias. Os números dão conta do pagamento de 156 mil servidores do Poder Executivo (servidores ativos, inativos e pensionistas):

- 30/11: salário novembro = R$ 875 milhões;
- 14/12: segunda parcela do 13º salário = R$ 390 milhões;
- 21/12: salário dezembro = R$ 910 milhões.

Enquanto outros estados enfrentaram problemas financeiros graves, inclusive com atraso de salários e parcelamento da folha de pagamento do funcionalismo, o anúncio foi feito com alegria por Colombo. No balanço do ano que passou, o secretário de Finanças, Antonio Gavazzonni, destacou, ainda, que Santa Catarina foi um dos seis estados da União a não aumentar os impostos, assim como Acre, Roraima, Pará, Mato Grosso e Espírito Santo - isso mesmo com queda na arrecadação há mais de dois anos.

O governador pondera, porém, que manter as contas equilibradas não tem sido um atarefa fácil: "Dois mil e dezesseis foi um ano duro, o mais difícil desde que eu entrei na vida política (em 1979)", frisou.

Conforme Gavazzoni, a mudança na previdência em 2015 foi um dos responsáveis por manter as contas em dia. Duas leis mudaram a previdência em SC: a elevação da contribuição dos servidores e do Estado e a criação da Previdência Complementar (SCPrev).

Outro ponto que pesou a favor foi a renegociação da dívida dos Estados com a União. O acordo trouxe alívio imediato com desconto de 100% da dívida no 2º semestre. Com isso, Santa Catarina vai economizar R$ 2,1 bi até junho/2018. O acordo também prolongou em 20 anos o prazo de pagamento, o que representa redução do valor mensal de R$ 110 milhões para R$ 50 milhões.

Para 2017, o plano é deixar a estrutura do Executivo ainda mais enxuta, com a extinção de três autarquias que hoje já não fazem muito sentido para o Estado, na avaliação do governo: a Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc), a Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab-SC) e a BESC S.A. Corretora de Seguros e Administradora de Bens Móveis e Imóveis (Bescor). Com os fechamentos, o Estado passará a economizar R$ 42 milhões, sendo R$ 12,9 milhões da Codesc, 26,2 milhões da Cohab e R$ 3,6 milhões do Bescor.

"Nenhuma das outras empresas catarinenses deram prejuízos no ano passado, nem darão neste exercício, exceto estas que propomos fechar", explicou Colombo.

O projeto que extingue estas três empresas foi encaminhado na sexta-feira, dia 11, para a Assembleia Legislativa e teve previsão para ir à votação na quarta-feira, dia 16, após o feriado. De acordo com o governador, os 147 servidores vinculados a estas autarquias terão um plano de demissão incentivada.

"Vamos respeitar as pessoas e fazer isso de um jeito que impacte o mínimo possível a vida delas", garantiu Colombo.



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