Jornal de Pomerode

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Os reflexos das paralisações em Pomerode

Após mais de uma semana de bloqueios nas estradas brasileiras, rotina do comércio, aos poucos, volta ao normal, após grandes prejuízos.

466c96b574fdd289006e3a9268d790a5.jpg Foto: Divulgação

R$1,67 bilhão em praticamente 10 dias. Não estamos falando de lucro e sim do prejuízo na indústria de Santa Catarina, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em balanço divulgado na última sexta, dia 01 de junho, em virtude da greve dos caminhoneiros. 

Os bloqueios em várias estradas federais e estaduais, inclusive em Pomerode, não barraram os resultados negativos que foram contabilizados na nossa cidade. Algumas empresas deram folgas para os funcionários, em função da baixa produtividade por causa da falta de fretes, combustível e os horários reduzidos da frota de ônibus. 

Os caminhões voltaram a circular pelas rodovias a partir da noite de quarta-feira, 30 de maio, quando a Força Nacional do Exército Brasileiro e as polícias Militar, Civil e Rodoviária, realizaram uma operação para a desobstrução das vias. Os postos da cidade começaram receber combustível na madrugada de quinta-feira, 31 de maio, feriado de Corpos Christi, causando filas em certos horários do dia. Os mercados estão reabastecendo seus estoques aos poucos, principalmente no setor de açougue e hortifruti, os mais afetados durante a paralisação.

De acordo com o Rolf Porath, proprietário da Pousada Lena Rosa, grande parte das reservas feitas por turistas para passarem o feriadão de Corpus Christi foi cancelada e mesmo com aqueles que chegaram durante o recesso, depois do final da greve, o movimento ainda foi considerado fraco.

“Cerca de 60% das nossas reservas foram canceladas pelos turistas que iriam vir para passar os dias durante o feriado. Aqueles que pagaram 50% do valor antecipado, postergaram para outras datas. Já os outros que fizeram a reserva sem pagar, optaram pelo cancelamento total. Mesmo com aqueles que vieram ‘em cima da hora’, para um feriado, o movimento foi considerado bem baixo”, afirma Porath.

Já a empresa Olho Embutidos e Defumados, que depende da venda de seus produtos nos estabelecimentos comerciais, não só de Pomerode, mas também de outras cidades do estado, sentiu o impacto da paralisação, principalmente quanto à obtenção de matéria prima e à distribuição dos produtos para os revendedores.

“Conseguimos trabalhar normalmente até o dia 28 de maio, e depois disso tivemos problemas principalmente para fazer a matéria prima chegar, e também para fazer as entregas de nossos produtos nos pontos de venda. Só conseguimos normalizar a situação da empresa uma semana depois, nesta segunda-feira, 04 de junho”, comenta Luiz Antônio Bérgamo, sócio da Olho.

Ainda segundo Bérgamo, a empresa trabalhou no fim de semana para normalizar a produção e as entregas só começaram a ser feitas novamente na segunda-feira, 04,  contabilizando quase uma semana com problemas na cadeia produtiva.

Após essa baixa no comércio do município, as indústrias e os lojistas de Pomerode, aos poucos, voltam ao ritmo normal na movimentação de clientes.  O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pomerode, CDL, Félix Antônio Valentim fala sobre a situação do comércio pomerodense após a greve.

“Não conseguimos fazer todo o levantamento, estamos tentando computar esses números ainda nesta semana. O que podemos perceber, é que houve reajuste no preço de alguns produtos, principalmente o setor hortifruti, leite e carnes. O abastecimento está se regularizando aos poucos, mas o reflexo está nos preços altos de alguns produtos. Falei com alguns lojistas, por conta da minha agenda muito cheia, mas pelo que percebi, teve bastante queda durante o feriado, no sábado teve um pouco de reação, mas os clientes estão cautelosos com os preços e as compras. Creio que dentro de um mês, tudo estará regularizado nas indústria, comércio e supermercados de Pomerode”, informou Valentim.

 



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