Jornal de Pomerode

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Os primeiros 21 quilômetros

Pomerodense conta sobre a sensação de completar a tradicional Meia Maratona do RJ.

58e0aed0a4d38a3f2d942c3964d04498.jpg Foto: Divulgação

Considerada a “Cidade Maravilhosa”, o Rio de Janeiro também é palco de importantes competições no meio esportivo. Uma delas é a famos Maratona do Rio de Janeiro, que neste ano, ocorreu no último fim de semana, 02 e 03 de junho. Em 2018, a 16ª edição reuniu mais de 30 mil atletas.

Dentre eles, estava a advogada pomerodense Heloísa Schlögl, de 25 anos, que participou de sua primeira Meia Maratona, realizada no sábado. Veja a entrevista concedida ao Jornal de Pomerode.

JP ESPORTE - Por que você resolveu participar da Meia Maratona do RJ?
HELOÍSA SCHLÖGL -
Desde que comecei a correr, minha intenção sempre foi a de realizar uma prova de Meia Maratona (21 quilômetros) e a primeira precisava ser em algum lugar, de certa forma, especial. O Rio de Janeiro preenchia este quesito, para mim, por inúmeras razões: o visual do percurso é lindo, todo à beira-mar - Barra da Tijuca até Aterro do Flamengo, passando por São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana; o clima e a temperatura nesta época do ano são os melhores - um fator bem importante, pois calor em excesso é uma das coisas que mais atrapalham; é uma prova já bem conhecida no cenário nacional - e até internacional - e que reúne muitos atletas, o que traz uma energia incrível, sem contar que a pressão não é tanta; além de tudo, o grupo de corrida do qual participo também estaria presente, então, nada melhor do que correr ao lado de amigos; e a linha de chegada seria ainda mais especial, com a presença do meu irmão e da minha cunhada, que moram lá. 

JPE - Houve uma preparação especial?
HS -
Com certeza. Há um ano e meio, aproximadamente, comecei a levar a corrida bem a sério, entrei numa assessoria especializada, na qual, iniciei treinos focados neste objetivo. Os treinos envolvem musculação, crossfit, funcional e aeróbico. A alimentação também teve que se adequar a este fim. 

JPE - O que sentiu disputando essa prova?
HS -
Acredito que a principal sensação foi a de incredulidade de que estava fazendo aquilo. Eu treinei, preparei-me, porém, parecia que não era real. Correr 21 quilômetros não é algo normal do ser humano, não é fisiológico, e pensar que eu tinha criado resistência para isto, pode-se dizer que era algo muito fora do comum, na minha cabeça. Claro que, ao cruzar a linha de chegada, vem toda a emoção, toda a sensação de superação, de plenitude, de missão cumprida.

JPE - Qual foi o momento mais marcante da corrida?
HS -
O trajeto todo é marcante, pelo belo cenário e, também, pela sensação de estar realmente conhecendo o Rio de Janeiro. Tirando isto, acredito que o momento foi quando comecei a sentir dor nas pernas e nos pés, entre os quilômetros 16 e 17, cruzando Copacabana. Lá, o sol estava mais forte e, por um momento, pensei que não conseguiria e teria que andar. 

JPE - Pretende participar de mais corridas como essa?
HS -
Sem dúvidas, é sofrido, mas quando você cruza a linha de chegada, a sensação é recompensadora e vale todo o esforço. É sempre a mesma história, até o terceiro quilômetro, mais ou menos, você fica se questionando sobre o que está fazendo ali. Da metade em diante, passa a curtir o trajeto e, ao chegar, a primeira pergunta é sempre “quando é a próxima?”.



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