Jornal de Pomerode

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Os passos da emoção

Walter Kratz relembra, com orgulho, os mais de 10 anos em que fez parte do grupo, inclusive, a apresentação a um Presidente da República. Confira mais uma matéria do Especial de Comemoração aos 50 anos do Alpino Germânico

5e689fdfa3b53f0c292b74793537ef2c.jpg Foto: Divulgação

Com lágrimas nos olhos toda vez que fala do Alpino, Walter Kratz, 65 anos, ainda não consegue ver uma apresentação sem se emocionar. Ele entrou no grupo em 1969, um ano depois de sua fundação, a convite de seu melhor amigo, Ari Eggert, do qual fez parte por 14 anos. Para estar apto às apresentações, ensaiou incansavelmente toda semana. Chapa, como é popularmente conhecido, contou que ‘Seu Francisco’ era bastante exigente quanto à aptidão na dança. Depois de um tempo, sua participação trouxe para o grupo seus irmãos e, também, Alíria Kratz, que, hoje, é sua esposa.

Kratz conta que o grupo era o único alemão aqui em nossa região e, com isso, possuía uma agenda bastante cheia. Porém, todo o tempo era dedicado com amor à dança, além de ser uma forma de lazer. “Como os ensaios ocorriam semanalmente, nos transformamos em uma grande família, sem ‘tempo ruim’. Sempre fomos um grupo muito unido e, por mais que existissem dificuldades, principalmente para chegar aos locais das apresentações, devido às más condições das estradas, e que ocorriam até em outros estados, sempre soubemos contornar as circunstâncias”, reitera. Para as apresentações próximas a Pomerode e Blumenau, seu sogro, Floriano Reiter, emprestava a Kombi, que era utilizada para apresentações no Frohsinn, que ocorreram quase que semanalmente durante anos.

Para Walter, a apresentação que mais o marcou foi no ano de 1971, quando ele e o amigo, Ari, participavam do exército, e o grupo se apresentou para o então Presidente da República, Emílio Garrastazu Médici. “Estávamos fazendo a segurança do presidente à tarde, quando o comandante veio conversar conosco e nos levou de jipe até nossa casa para buscarmos os trajes e, à noite, nos apresentamos ao Médici”, relatou o aposentado. Já para sua esposa Alíria, o momento mais marcante na sua trajetória no grupo foi quando apresentou a dança Polka dos Alpes em uma gincana em São Bento do Sul, quando não participava do grupo. Depois disso, tomou gosto pela dança e ingressou no grupo com o marido.

 



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