Jornal de Pomerode

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O desafio do próprio negócio

Microempresária individual relata a experiência de poder concretizar o sonho de abrir o próprio negócio.

aad43bc38fe64ae596a58d9c970fa8ae.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Os Microempreendedores Individuais, conhecidos como MEI’s, vêm ganhando cada vez mais espaço e destaque no mercado atual e, graças a este sucesso, são um dos tipos de negócios preferidos da população como meio de ter a sua própria empresa. 

Maria Odete Turinelli é uma das milhares de pessoas no estado que decidiram começar este tipo de negócio. Em novembro de 2016, ela realizou um sonho ao abrir o próprio negócio, o ateliê München Trajes Típicos que, hoje, já se tornou o ateliê responsável pela confecção dos trajes utilizados pela realeza da Festa Pomerana. 
Maria Odete, ou Dety, como gosta de ser chamada, é formada em moda e pós-graduada em marketing e criação de moda. Antes de decidir abrir o próprio negócio, ela trabalhava em uma fábrica, mas revela que sempre teve um encantamento pelo processo de produção da peça de roupa como um todo.

“Sempre gostei muito de acompanhar todo o processo de produção da roupa, desde o desenho, até os seus últimos ajustes e, no meu antigo emprego, eu não tinha essa possibilidade”, revela a estilista. 

Ela também conta que sempre foi um desejo abrir o próprio negócio e que, por sorte, surgiu a oportunidade para concretizá-lo. “Como saí do meu antigo emprego, essa era uma oportunidade para que eu realizasse meu sonho. Ainda tive outra proposta de emprego e precisei tomar uma decisão: ou seguir pelo caminho garantido, com a oferta de emprego, ou me arriscar e apostar no meu próprio negócio. Acabei optando pela segunda opção e, hoje, sou muito feliz com a minha escolha”, conta Maria Odete. 

E, até o momento, a iniciativa está rendendo bons frutos e Maria Odete se diz feliz com os resultados e com a boa procura por parte da clientela. Para a estilista, a experiência que tinha por já confeccionar trajes típicos ajudou, e muito, a alavancar o seu próprio negócio.

“Para mim, o melhor é ter o contato com o cliente. Ver a satisfação e a felicidade nos olhos deles quando recebem o produto pronto. Estas são, com certeza, as melhores coisas quando se tem a própria empresa”, ressalta.

Ela também destaca que o fato de ter se arriscado foi decisivo para que o sucesso pessoal e profissional viesse. “Saí do garantido para o incerto. Sempre fui uma pessoa mais ‘pé no chão’, mas precisei arriscar. É claro que é fundamental ter organização, planejamento e estar fazendo o que gosta, mas um pouco de coragem também é super importante nestes momentos”, declara.

Assim como o München Ateliê, de Maria Odete, 82.362 negócios abriram as portas em 2016 em Santa Catarina. Já em 2017, foram mais 96,5 mil corajosos que se arriscaram e abriram o próprio negócio, em terras catarinenses. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e da Junta Comercial de SC (Jucesc), em 2017, destes, 72 mil foram MEI’s. 

Esse número representa um crescimento de 22,3% na abertura de empresas, o maior incremento desde 2012.

Em contrapartida, o número de empresas fechadas voltou a cair, depois de registrar alta por dois anos. Entre 2016 e 2017, cerca de 84,6 mil negócios foram extintos no estado. Mesmo com o número elevado, o resultado representou queda de 7,8%. Além disso, o índice de empresas abertas voltou a ultrapassar o de extintas, o que não ocorria desde 2014.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP
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