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O centenário a gente nunca esquece

Hilda Ewald nasceu em 1919, no bairro Itoupavazinha, em Blumenau. Na juventude, casou-se duas vezes e teve cinco filhos. Hoje, ela possui 23 netos, 37 bisnetos e oito tataranetos

fc0d68a767534efb8f35d90d7cd9904e.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

Quando algo ou alguém chega ao seu centenário, podemos considerar este tipo de acontecimento como algo histórico e que será lembrado por gerações futuras. Na semana passada, mais precisamente no dia 04 de abril, uma senhora que reside no centro de Pomerode, completou 100 anos de idade.

Hilda Ewald nasceu em 1919, no bairro Itoupavazinha, em Blumenau. Na juventude, casou-se duas vezes e teve cinco filhos. Hoje, ela possui 23 netos, 37 bisnetos e oito tataranetos. Quando jovem e até pouco tempo atrás, sempre foi dona de casa, cuidando de filhos e netos. Uma atividade que realizava há anos era a agricultura, na qual plantava alguns legumes, verduras e cuidava dos animais da roça, rotina que levou até os 98 anos.

Em 2017, Hilda passou por um momento difícil da vida. Um derrame cerebral atingiu a idosa e deixou algumas sequelas, como a perda de boa parte da visão e dificuldade para se locomover. Porém, mesmo com todos os problemas passados, ela ainda consegue falar com uma certa facilidade, principalmente, no idioma alemão.

Segundo ela e a família, uma das coisas que mais sente falta, nos dias de hoje, é o hábito da leitura, já que o hobby não pode mais ser realizado, em função da perda de visão de Dona Hilda. 

“Ela amava ler. Gostava de pegar o jornal e ler as principais notícias, livros de romance, em Alemão, todo o tipo de literatura, ela amava. Hoje, ela sente muita falta, pois não enxerga direito. E, como não consegue se movimentar como antigamente, tem que se repousar com mais frequência”, comenta a filha, Marlise Siewerdt.
Marlise é quem cuida diariamente da mãe, na residência em que moram, no centro de Pomerode, local que vivem há mais de 20 anos. Lá, ela ajuda a realizar as refeições diárias, se deslocar pela casa e fazer companhia para a idosa. Quem também demonstra um amor grande por Dona Hilda é o xodó da casa, o cachorrinho Toby, que de vez em quando, sobe no colo da idosa para fazer companhia.

Segundo seu outro filho, Raúl Duwe, o segredo da longevidade de sua mãe pode estar relacionado à proatividade de Dona Hilda, que sempre se dedicou à família e à roça, até o momento em que sofreu o derrame.

“Ela sempre gostou de trabalhar. Idade nunca foi, para ela, um empecilho. Antes dela sofrer o derrame, em 2017, estava sempre ativa. Ia para o quintal de casa plantar os vegetais, cuidar dos animais e fazer comida para o pessoal. Creio que essa vida de atividades fez com que ela chegasse aos 100 anos e tenho certeza que vem muito tempo de vida, ainda”, relata o filho. 

Ainda de acordo com os dois, Dona Hilda é um exemplo de vida, que deve ser seguido por toda a família.

“Ela é a nossa motivação de viver. Devemos agradecer a Deus pela saúde que ela tem e por essa longevidade. Ela sempre foi uma mulher trabalhadora e acredito que, se não fosse alguns desvios no percurso, como o derrame, estaria realizando as mesmas atividades que fazia antigamente. Ela é tudo para nós e esse exemplo deve ser seguido por todos, não só familiares, mas pelas pessoas em geral”, afirmam os filhos.

E, uma data como essa, precisava ser comemorada com estilo. No último domingo, dia 07 de abril, grande parte da família se reuniu para homenagear Dona Hilda, pelo seus 100 anos de vida. Mais de 50 pessoas, entre familiares e amigos, estiveram presentes para registrar o momento, afinal, 100 anos, não é todo dia que se faz, não é mesmo?

 



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