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Número de leitos do SUS em hospitais no estado cai nos últimos 10 anos

Conforme o estudo da CNM, a expectativa é estabelecer parâmetros para descentralização do sistema. O estudo reforça ainda que o nível básico ou primário de atenção à saúde está focado na prevenção de doenças e promoção da saúde

c6c1827bd959de3b33f5334a4f5b543a.jpg Foto: Reprodução/EPTV

Os leitos hospitalares oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina caíram de 11.276 em 2008 para 10.964 em 2018. Enquanto isso, a população aumentou durante o período de 6 milhões para 7 milhões. Os dados são de um estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). No Brasil, a perda na última década foi de 23.091 leitos, segundo o estudo.

A Secretaria de Estado da Saúde disse que atualmente são 11.888 leitos do SUS atualmente, e que a taxa de ocupação de janeiro a setembro é de 54,14.

Conforme o levantamento da CNM, em 2008, eram 1,86 leitos para cada mil habitantes no estado, enquanto em 2018, são 1,56 para cada mil. A recomendação do Ministério da Saúde é de ao menos 2,5 leitos a cada mil habitantes.

Em Florianópolis, a queda de leitos pelo SUS é de 22,18%, já que em 2008 eram 1.213 leitos e em 2018, passaram para 944.

Atenção básica

O levantamento da CNM apontou ainda que a quantidade de leitos SUS e não SUS no estado e a cobertura da Atenção Básica de 2008 a 2018 era de 14. 923 leitos, o que representava 2,47 leitos a cada mil habitantes. Em 2018, são 15.262 leitos, que equivalem a 2,18 leitos para cada mil habitantes. O dado corresponde a 88,87% de cobertura da atenção básica em 2018.

O estudo destaca que a queda não traduz melhora ou piora de recursos, que dependem de questões como fatores sociais de saúde, extensão territorial, perfil epidemiológico, constituição e organização de redes de atenção.

Encaminhamentos

A partir das informações, o levantamento da CNM espera estabelecer parâmetros para mudanças nos princípios da regionalização e descentralização do SUS, que devem impactar na instalação local ou regional de unidades de média e alta complexidade, que atualmente estão nas capitais em sua maioria.

O estudo reforça ainda que o nível básico ou primário de atenção à saúde está focado na prevenção de doenças e promoção da saúde. Com isso, a partir do estado, a expectativa é aumentar a atenção para as ações básicas e ambulatoriais de saúde para reduzir as intervenções hospitalares.

 

Fonte: Portal G1 SC



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