Jornal de Pomerode

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Nova cultura e novas experiências

Intercambistas italianos chegam a Pomerode para aprender mais com uma nova cultura

2e4cbc489a5e22274b20f507c89c2896.jpg Foto: Tatiane Hansen/JP

Pomerode, por ser uma cidade turística, sempre teve fama de hospitaleira e, por esse motivo, recebe visitantes de todo o Brasil e até do exterior. Alguns destes visitantes estrangeiros vem à cidade por meio do intercâmbio, oferecido pela AFS Intercultural.

Como existem pomerodenses que fazem parte do Comitê Vale Europeu das AFS, eles trabalham para sempre trazer estudantes de fora do país para Pomerode e, em agosto, mais dois intercambistas chegaram a Pomerode por meio do intercâmbio. Francesca Modafferi de 17 anos e Daniele Camagnoni, de 16, são italianos e ficarão em Pomerode pelos próximos meses, assim como vários outros estrangeiros.

Francesca é quem ficará por menos tempo na cidade, apenas três meses. Ela vem de uma “comuna” localizada no sul da Itália, chamada Amato, e está estudando no Colégio Sinodal Doutor Blumenau, no segundo ano do Ensino Médio. Já Daniele, vem do norte da Itália, e estuda  na Escola de Educação Básica José Bonifácio, também no segundo ano do Ensino Médio, mas permanecerá por um ano no Brasil.

A jovem Francesca conta que escolheu o Brasil para fazer intercâmbio porque, na sua opinião, o país representa felicidade. Já o rapaz, afirma que optou pelo Brasil para realmente conhecê-lo. “Eu escolhi o Brasil porque eu queria conhecer, pois sabia muito pouco sobre o país, e na TV passam coisas não tão boas. Eu tenho um amigo na Itália que estuda comigo, que é brasileiro e falou sobre o país. Como nunca vim para o Brasil queria conhecer”, relata Daniele.

Ele também conta que, até o momento, está achando o país e a cidade muito legais, mas como todos os países, tem coisas boas e coisas não tão boas. Os intercambistas contam que uma das principais diferenças que sentiram, até o momento, foi com relação à família. “Gosto muito da minha família aqui, mas é muito diferente da minha na Itália. Aqui todos são mais unidos do que lá, e gosto muito disso. Meus irmãos daqui têm 16 e 13 anos e na Itália tenho um irmão que tem 13 anos e uma irmã que tem sete anos”, afirma a moça.

“Na Itália ficamos mais separados, não somos tão unidos. Mas a minha família aqui é mais ou menos como a minha da Itália, tem só essa diferença da união. Eles são muito queridos aqui. Na Itália eu tenho uma irmã de 27 anos e dois sobrinhos também e aqui tenho duas irmãs uma de 17 e uma de 10 anos”, explica o intercambista.

“Eu estou achando o Brasil muito feliz sim, e não vejo frieza aqui, principalmente na minha família, onde são todos muito queridos”, diz Francesca.

“Eu acho que aqui todas as famílias são mais unidas. Mesmo aqui, onde tem colonização europeia, o coração é brasileiro. E com certeza levaremos um pouco daqui para casa”, garante Daniele, que também  reforça o quanto a oportunidade é valiosa. “Fazer um intercâmbio dá uma oportunidade de conhecer o mundo, como eu queria conhecer o Brasil. Todas as pessoas deveriam ter essa oportunidade na vida, porque é uma coisa muito legal, poder ver, estar aqui, presenciar aprender mais”, finaliza.

 



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