Jornal de Pomerode


Secretaria de Saúde apresentou ao Executivo panorama sobre a atuação da equipe

A Secretaria de Saúde, por meio do Relatório de Gestão, apresentou ao Executivo um panorama completo sobre a atuação da equipe durante cada mês. Nele, contam todos os dados relativos a cada setor da Secretaria e estes servem como uma forma de prestação de contas.

6829b929d827930c92d97b5dde7a0420.jpg Foto: Divulgação

A Secretaria de Saúde, por meio do Relatório de Gestão, apresentou ao Executivo um panorama completo sobre a atuação da equipe durante cada mês. Nele, contam todos os dados relativos a cada setor da Secretaria e estes servem como uma forma de prestação de contas. 

Esta, é a terceira matéria da série que irá explicar mais sobre os setores, suas funções e trabalho realizado por ele. Nesta edição, abordaremos sobre os setores de Transporte de Paciente e sobre o Centro de Atenção Psicossocial, o Caps. 

Segundo o secretário de Saúde, Rafael Ramthun, é essencial que a comunidade saiba mais sobre o trabalho que é realizado, para que valorizem o mesmo. “Esta é a principal intenção deste relatório: mostrar o que a nossa secretaria faz, na íntegra”, afirma.

Setor de Transporte de Pacientes 

O Setor de Transportes, coordenado por Andréa Gustmann Gomes, é responsável pela programação logística dos veículos destinados ao atendimento dos pacientes SUS e é vital, pois assegura ao paciente impossibilitado de realizar o transporte por outros meios, chegar ao local onde dará continuidade ao tratamento, na cidade ou nos municípios de referência.

Isto implica em dizer que, aproximadamente, 400 pessoas são transportadas todos os meses para realização de consultas, exames, cirurgias, entre outros procedimentos médicos. Desde o início do ano, até o mês de julho, 2.683 pessoas, entre pacientes e acompanhantes, utilizaram o serviço de transporte.

O Setor também atende à demanda do Hospital e Maternidade Rio do Testo, realizando a transferência de pacientes para internação, exames, altas hospitalares, especialmente os que fazem uso de maca. 

Além disso, transporta os pacientes que necessitam realizar a hemodiálise na Renal Vida, em Timbó, três vezes na semana, todas as segundas, quartas e sextas, independentemente de feriados ou emendas. Pacientes de radioterapia e quimioterapia também são transportados durante todo o período de tratamento.

O setor preza pela humanização do atendimento, que pode ser percebida desde o momento do agendamento do transporte até a sua realização. Para isso, no primeiro semestre, o setor realizou um curso com ênfase na questão da empatia, capacidade de uma pessoa de se colocar no lugar da próxima. 

Ainda em relação a treinamento e capacitação, os quatro motoristas do setor, Edson Hille, Luiz Artur Mahnke (Luli), Marcos Moreira de Souza e Rodrigo Farias, realizaram a atualização dos cursos para condutores de veículos de emergência e de transporte coletivo de passageiros.

A frota de veículos é composta por quatro ambulâncias, com maca, e duas vans, com 15 lugares. Um investimento significativo foi realizado no primeiro semestre para a recuperação da frota e, hoje, as ambulâncias transitam em boas condições, representando mais segurança e conforto. A manutenção é basicamente preventiva, incorrendo em uma ou outra necessidade de natureza eventual. 

O setor atende, ainda, às demandas geradas através de campanhas e programas da Saúde, como a de transportar os doadores de sangue ao Hemosc e voluntários do Programa Vida e Saúde da Furb. O setor também disponibiliza ambulâncias para os grandes eventos, desde que realizado com agendamento prévio e quando solicitado via ofício. 

Todos os atendimentos são programados e isso implica em dizer que não são realizados atendimentos de emergência, pois necessitam de acompanhamento de profissional especializado.

Segundo dados do setor, entre janeiro e julho deste ano, foram 173 abstenções, entre faltas e cancelamentos. Desta forma, 27% dos agendamentos não foram realizados por faltas dos pacientes. Desde o início do ano, a conscientização foi trabalhada junto aos pacientes e, atualmente, o número de cancelamentos já superou o de faltas. 

Centro de Atenção Psicossocial (Caps)

O Caps é um local de prestação de serviços relativamente novo, tendo apenas seis anos de existência. O principal objetivo é atender pacientes com transtornos mentais graves e persistentes e tentar reintegrá-los ao convívio social, de maneira a permanecerem sãos e saudáveis.

O princípio básico do local é a porta aberta para o usuário, mas este também pode ser encaminhado pelos setores da saúde (Postos de Saúde e Policlínica). É dele que precisa vir a iniciativa de passar pelo tratamento, e ninguém pode forçá-lo a tomar essa decisão. Quando algum paciente chega ao Caps, o primeiro passo é fazer uma análise do seu quadro, que depois será discutido com os membros da equipe que estiverem no local. 

Após a avaliação, será definido o plano terapêutico para aquele usuário, que varia, sendo exclusivo de cada um. Caso haja a constatação de que o quadro é leve ou moderado, o usuário é encaminhado às Unidades de Saúde ou à Policlínica (Ambulatório de Saúde Mental). Se o quadro for severo, ele receberá um acompanhamento mais intenso no Caps. 

As situações que, normalmente, exigem que o usuário permaneça no Caps são: risco de suicídio, risco de homicídio, autoagressão, alucinações, uso de álcool e/ou drogas. Caso a família perceba algum destes sinais, ela pode procurar o Caps, para que os profissionais conversem com o usuário. Mas, da mesma forma, deve ser uma iniciativa dele começar o tratamento.

Com estes usuários que recebem o atendimento no local, são realizadas atividades como artesanato, exercícios físicos, grupo de nutrição, grupo de culinária, grupo de relaxamento, atividades fora do Caps, psicoterapias individuais e consulta psiquiátrica.

Os profissionais que atuam no Caps são: Vera Lúcia Dümes Límoli Silva (enfermeira e coordenadora), Maria Suely de Melo de Miranda (psicóloga), Robson Vasselai (técnico de enfermagem), Stela Michalak (terapeuta ocupacional), Gisela Carolina Moreira (assistente social), Michelle Vitorio Marcheto (psicóloga), Cassandra Spies (farmacêutica), Natani Mosner (recepcionista) e Maria Leopoldina Medeiros (auxiliar de serviços gerais).

O Caps produz um relatório mensal para a Secretaria de Saúde e os dados sobre o número de atendimentos foram repassados através de uma média, que é de cerca de 400 por mês, entre atendimentos individuais e grupos/oficinas terapêuticas.

Como atividades de artesanato estão as principais formas de tratamento, doações de materiais para fazê-lo são sempre bem vindas, também.



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