Jornal de Pomerode

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Na gaita, uma paixão

Músico relata seu apreço pela dança, aliado ao dom da música. Confira mais uma matéria do Especial de Comemoração aos 50 anos do Alpino Germânico

9c0c8e71d361c0e03fccbb9ad011290b.jpg Foto: Divulgação

Por incentivo do então presidente, Andreas Zimmer, Cleiton Ditter König ingressou no Grupo Folclórico Alpino Germânico com apenas 13 anos. Aprendeu com nove a tocar teclado, e, com ele, participou do grupo por dois meses, até ganhar uma gaita do seu pai, Ralf König. Como não sabia tocar e precisava de um curso, o presidente do grupo “patrocinou” as aulas com Roberto Maske, que já era músico do Alpino. König fez parte do grupo folclórico até setembro deste ano, quando recebeu a notícia que havia sido chamado para trabalhar em uma empresa na Alemanha, onde desejava viver. O sonho de morar lá teve base na viagem que fez com o grupo, no ano de 2011.

Récem-casados na época, König e sua esposa, Márcia Belo de Sousa Vieira König, embarcaram com o grupo rumo a Munique, para participar da maior Oktoberfest do mundo. Ela, goiana, nunca teve o sonho de conhecer o país europeu, mas para acompanhar o grupo e o marido, aprendeu a dançar e embarcou junto no sonho do Alpino. “Já acompanhava os ensaios do grupo, onde sempre fui muito bem acolhida por todos. Próximo à viagem, o André Siewert, presidente na época, me perguntou se eu poderia aprender a dançar para ser reserva, caso precisasse substituir algum dos integrantes”, completou Márcia. O tocador de gaita também comentou que, na época, estava construindo sua casa e não teria como viajar, mas o grupo arrecadou dinheiro, por meio das venda de rifas, cucas e pastéis, e acabou sendo uma proposta irrecusável.

Além da viagem fomentar o desejo de morar na Alemanha, seu filho mais novo recebeu o nome de Johann Ludwig König, em homenagem ao Rei Ludwig II, dono do castelo Neuschwanstein, visitado pelo grupo, em 2011. Além de conhecer diversos lugares com o grupo, o casal conta que ganhou muitos amigos, perdeu a timidez do palco e de falar com as outras pessoas. “Antes, eu tocava apenas para minha família. Eu tinha muita vergonha do público, agora a plateia toda me olhando não me faz nada, a não ser que eu precise falar”, conta, em tom de brincadeira. Ao final, Márcia conta o quão apaixonado o marido é pela música, diz que não vê ele longe da gaita.

 



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