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Morre o sobrevivente do desmoronamento na Via Expressa

No dia 27 de março, Ademir Ferreira foi o único encontrado com vida no desmoronamento da Via Expressa. Ele foi localizado após quatro horas de busca e foram mais cinco horas debaixo da terra até que a operação de resgate conseguiu retirá-lo em segurança. Ele esteve consciente durante todo o processo

1f78e28865c2865d4db019405af14b0f.jpg Foto: Alice Kienen / O Município Blumenau

O operário que sobreviveu ao desmoronamento que soterrou outros dois trabalhadores na Via Expressa, morreu na madrugada desta sexta-feira, 03 de maio. De acordo com informações repassadas por familiares, Ademir José Ferreira sofreu uma parada cardíaca por volta da 0h40min e não resistiu.

De acordo com o site O Município Blumenau, a família contou que o homem, de 41 anos, estava bem até a quinta-feira, conversando e apresentando melhora na recuperação. Porém à noite, ainda na quinta-feira, ele estava nervoso com um curativo feito no dedo, que teve uma parte amputada.

(Foto: Corpo de Bombeiros Militar / Divulgação)

Ferreira foi atendido pelo Corpo de Bombeiros de Indaial em casa e depois encaminhado para o Hospital Beatriz Ramos. Os socorristas relataram que foram cerca de 40 minutos de tentativas de reanimação, sem sucesso.

O corpo dele foi levado ao Instituto Médico Legal para perícia.

No dia 27 de março, Ademir Ferreira foi o único encontrado com vida no desmoronamento da Via Expressa. Ele foi localizado após quatro horas de busca e foram mais cinco horas debaixo da terra até que a operação de resgate conseguiu retirá-lo em segurança. Ele esteve consciente durante todo o processo.

Outros dois trabalhadores que estavam com Ferreira no momento do desmoronamento não sobreviveram. Romero Geraldo da Silva, de 28 anos, foi localizado próximo às 13h30min e retirado meia hora depois. Já Élcio José Padilha, de 30, foi encontrado no mesmo horário que o sobrevivente.

A Polícia Civil e a Defesa Civil ainda investigam as causas do desmoramento, que ocorreu no espaço onde seria construído um hotel. A obra está embargada até que a segurança seja garantida, por meio de um muro de contenção.

Os trabalhos no local foram retomados no dia 24 de abril, porém três casas que ficam no topo do morro, continuam interditadas.



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