Jornal de Pomerode


Mercado de trabalho, qualificação e resultado

Empresas buscam por profissionais que cresçam junto com o empreendimento e, para isso, a qualificação torna-se peça chave para que produção, reconhecimento e receitas caminhem lado a lado

b03c8ee1f26804767a8aad3aa94175c7.jpg Foto: Jornal de Pomerode

Atualmente está mais demorado achar uma vaga, não só por causa da crise, mas, muitas vezes, porque faltam candidatom com o perfil exigido. Neste sentido, é importante frisar que a qualificação do profissional é importante para seu crescimento pessoal, em primeiro lugar e, consequentemente, para a empresa na qual atua. “Creio que a maior dificuldade hoje é encontrar pessoas que entendam que o seu desenvolvimento profissional passa pelo desenvolvimento da empresa. Há muita gente que procura fazer o mínimo necessário e espera reconhecimento da empresa em que trabalha. Boa parte dos jovens que está entrando no mercado de trabalho nos últimos anos vem com uma expectativa de crescimento profissional em poucos meses, e, ao mesmo tempo, não estão dispostos a se dedicar para que o resultado de seu trabalho faça merecer este reconhecimento. E, com isso, trocam de emprego e de empresa inúmeras vezes. O profissional de quem as empresas precisam é aquele que entende que ele só se desenvolverá ou mesmo manterá seu emprego se ele ajudar a empresa a progredir”, ressalta Ivan Blumenschein, empresário e vice-presidente da Acip.

Blumenschein faz parte da Associação há alguns anos e, aliado à sua experiência profissional, acredita no potencial da cidade e afirma que o turismo é o setor que mais apresenta crescimento. “Os últimos anos têm sido difíceis para a indústria, que, tradicionalmente, é o principal pilar da economia pomerodense. Temos observado crescimento no setor de serviços, mas que ruma para uma provável saturação, e o destaque em Pomerode é o crescimento grande no segmento de turismo. Em tamanho ele ainda é relativamente pequeno, mas vem crescendo com força. Como Pomerode possui diversas indústrias com produtos voltados para o consumidor, existe potencial para aproveitar melhor esta oportunidade”, completa.

E para conquistar o tão esperado emprego, é preciso que a pessoa esteja disposta a somar nas empresas em que trabalhar, que procure fazer bem feito tudo aquilo que esteja fazendo. “Deixando isso claro tanto no currículo, quanto em uma entrevista de emprego, no período de experiência, isto já é um grande passo. Além disso, é preciso buscar identificar quais formações ou conhecimentos o mercado de trabalho procura, avaliar com quais destas áreas a pessoa tem mais afinidade, e investir em sua própria qualificação”, afirma.

 

É preciso buscar identificar quais formações ou conhecimentos o mercado de trabalho procura, avaliar com quais destas áreas a pessoa tem mais afinidade, e investir em sua própria qualificação.


A automatização de processos traz suas vantagens, mas, ao mesmo tempo, vem ocupando espaço e, com isso, as vagas a serem ocupadas serão ainda mais disputadas. “No Brasil, a empresa paga o dobro do que o funcionário recebe, pois o governo fica com praticamente metade; há uma enormidade de causas trabalhistas e não existe segurança jurídica na legislação trabalhista. Com isso, as empresas vêm procurando automatizar todos os processos possíveis, pois, infelizmente, uma máquina representa um risco muito menor do que um colaborador. Desta forma, as empresas vão ficando com quadros cada vez mais enxutos, mas as atribuições destes colaboradores tornam-se cada vez mais complexas. Naturalmente, estas vagas estarão ocupadas pelas pessoas mais adequadas para aquela atividade e a remuneração destas atividades é mais alta. E as empresas selecionam estes colaboradores com base no perfil e na qualificação. Ou seja, a qualificação é, mais do que nunca, um critério para conseguir uma vaga no mercado de trabalho e crescimento na carreira. Mas é importante que as pessoas se qualifiquem em algo que terá procura no mercado de trabalho. Vejo muitos jovens cursando uma faculdade que não tem procura nas empresas, mais para preencher um objetivo pessoal do que com alguma utilidade profissional. Ao mesmo tempo, em outras áreas, existe falta de profissionais com nível técnico”, comenta.
Nos últimos anos, passamos por um período em que a produtividade dos colaboradores no Brasil, comparada ao resto do mundo, ficou ainda mais para trás. “Isto colaborou para que muitas empresas fechassem as portas, outras saíssem do Brasil e muitos brasileiros perdessem o emprego. Entendo que, em grande parte, isto é resultado de uma mentalidade retrógrada que esteve no poder e seduziu muitas pessoas. Felizmente, parece que, finalmente, está havendo entendimento de que somente com trabalho, conhecimento, esforço e resultado, as pessoas, empresas e o país podem caminhar para a frente. Cabe a cada um de nós escolher a nossa visão de mundo - isso terá consequências em nossa vida profissional”, finaliza.



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