Jornal de Pomerode


Luta por um final feliz

Apesar da demora em confirmar se possuía ou não o câncer de mama, a servidora pública Rosineide Tatiana Frahm, de 35 anos, conseguiu superar a doença e, hoje, vive uma nova etapa de sua vida. A batalha começou em outubro de 2014, quando, durante o banho, percebeu alterações em seu seio.

372e88408cf42291c02ba92444727417.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP-Rosineide Frahm, que venceu o câncer no ano passado.

Apesar da demora em confirmar se possuía ou não o câncer de mama, a servidora pública Rosineide Tatiana Frahm, de 35 anos, conseguiu superar a doença e, hoje, vive uma nova etapa de sua vida. A batalha começou em outubro de 2014, quando, durante o banho, percebeu alterações em seu seio, levantando a dúvida sobre o que estaria acontecendo.

Logo começaram outros sintomas característicos, como fisgadas na axila, que a fizeram lembrar dos folders existentes nas unidades de saúde, que orientam sobre os possíveis sintomas do câncer de mama. “No dia seguinte, me dirigi ao posto de saúde do meu bairro, onde foi solicitada uma ultrassonografia e uma consulta com um ginecologista. Então, paguei o exame particular e já era dezembro quando consegui me consultar com o médico. A ultrassonografia não acusou nenhuma anormalidade. O ginecologista pediu uma mamografia, porém, esqueceu de me dar a guia para o exame. Tive que ir atrás de outro médico para conseguir o documento e, quando finalmente acreditei conseguir realizá-lo, me ligaram do hospital cancelando-o, devido a problemas com a máquina da mamografia”, conta, relembrando os momentos de angústia, que aumentaram ainda mais por ela não conseguir realizar o exame antes do recesso de fim de ano, que começou  no mesmo dia em que o resultado da mamografia chegou. 

Porém, Rosineide não descansou enquanto não teve o resultado do que ela tinha. Procurou na internet as palavras desconhecidas presentes no resultado da mamografia e, também, um especialista. Este recomendou fazer uma biópsia. Quando a resposta chegou, indicava suspeita de malignidade no seio. “Estava no meu trabalho naquele momento. Por mais que eu tenha me preparado psicologicamente para receber essa ‘bomba’, chorei muito neste dia, e mais em alguns outros. Mas decidi que faria o que me dissessem que precisava ser feito”, relembra Rosineide. 

Dez dias depois, ela precisou fazer a retirada do seio esquerdo, e mais 22 linfonodos do braço. Finalmente, de junho a dezembro de 2015, Rosineide realizou o tratamento quimioterápico, totalizando 16 sessões. De janeiro a fevereiro de 2016, foram mais 28 sessões de radioterapia, e a luta foi árdua. 

“Senti cansaço, fortes dores de cabeça, alergia, enjoos, tive que cuidar com o sol e fiz muitas idas a Blumenau. O que mais me incomodou foi o aumento de peso e o inchaço. Somando isso ao fato de estar careca, sem cílios e sobrancelhas, me sentia com cara de tartaruga! Mas o maior de todos os motivos para tanta força foi o meu filho Davi, com cinco anos naquele tempo, e meus enteados, Lucas e Augusto, que já haviam perdido a mãe, vítima da mesma doença”, ela afirma, emocionada. 

A E.B.M. Hermann Guenther, onde Rosineide trabalha há cinco anos e meio, como secretária escolar, sofreu com a sua ausência, e seu retorno ficou marcado como um dia de festa. Ela comenta que foi muito bom ser recebida por colegas, alunos e comunidade escolar. A gratidão pelo carinho também é estendida às pessoas que a apoiaram, família, amigos, voluntárias de Rede Feminina de Combate ao Câncer, funcionários da saúde, em especial, as enfermeiras, e pessoas que lhe transmitiam positividade força e oração. 

“Durante o tratamento, resignação e fé são muito importantes. Apesar de não ver a hora do tratamento terminar, busco ser feliz no trajeto, pois a caminhada continua. Estou na fila de espera para a reconstrução da mama há um ano, faço exames regularmente e manutenção do cateter mensalmente, e tomo medicação diária controlada. Se terei um final feliz? Se simplesmente viver, entre erros e acertos, ser do bem e buscar evoluir como pessoa, sim, eu terei um final feliz”, finaliza.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP









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