Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Jovens mamães na sociedade

Apenas quatro casos estão em acompanhamento em Pomerode atualmente, mas o cuidado deve ser sempre mantido. A mamãe Emilly Scarduelli, de 18 anos, está passando por este momento.

c806514753dd188c7eaf67304f1a2e4b.jpg Foto: Divulgação

Ter um filho, para quem já passou por essa experiência, é sempre uma benção, mas nem sempre ele vem em um momento adequado e, quando isso acontece, acaba, muitas vezes, deixando de ser uma coisa a ser celebrada pelos pais. A maior parte destas ocasiões, diz respeito à gravidez na adolescência, que é quando uma menina, entre 10 e 19 anos, fica grávida. 

A mamãe Emilly Scarduelli, de 18 anos, está passando por este momento. Ela conta a gravidez foi um acidente, aos 17 anos, mas que a notícia foi recebida por toda sua família. “Todos ficaram muito contentes e eu também, a única coisa que passava pela minha cabeça era que eu tinha eu fazer tudo certo para ele vir com saúde”, relata Emilly. 

Ela comemora o fato de tudo estar correndo muito bem e que está sendo tudo muito tranquila. “Até agora, só tivemos um susto, mas nada muito relevante. Meu companheiro também me apoia muito, sem ele, não seria nada fácil enfrentar todas estas mudanças”, ressalta. 

A futura mamãe tem um pensamento bastante definido quanto ao fato de ter um filho e defende que, se aconteceu, deve ser aceito com felicidade. “Eu gostaria de dizer para outras meninas que estão engravidando nessa idade que a última coisa que devem se preocupar é com opiniões alheias, que o que importa mesmo é o que a gente pensa e escolhe. Ter um filho é algo que muda a vida da gente para melhor, faz criar um laço de amor com toda a família”, afirma. 

Emilly é uma das quatro gestantes adolescentes em Pomerode, segundo dados da Secretaria de Saúde do município. A diretora de enfermagem, Michaela Reimer Dopona, ressalta que o número pequeno deste tipo de caso se dá por diversos fatores. 

“Evidenciamos que o índice de gestantes adolescentes vem diminuindo consideravelmente nos últimos anos, o que atribuímos, principalmente, aos avanços tecnológicos em geral e à facilidade de acesso às informações. Outro fator relevante é o fácil e rápido acesso aos serviços de saúde do município e a gratuidade na distribuição dos anticoncepcionais orais e injetáveis, inserção de DIU, assim como de preservativos masculinos e femininos”, pondera Michaela. 

O Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez na adolescência da América do Sul, empatando com Peru e Suriname, com um índice de 65 gestações para cada mil meninas entre 15 e 19 anos, segundo dados do Ministério da Saúde, do período entre 2006 e 2015. 

De acordo com a agência da ONU, um em cada cinco bebês que nascem no Brasil é filho de mãe adolescente. Entre estas, de cada cinco, três não trabalham nem estudam; sete em cada dez são afrodescendentes e, aproximadamente, a metade mora na região Nordeste.

Hoje, 66% das gravidezes em adolescentes são indesejadas. Em geral, não é uma decisão voluntária ou consciente, sendo muito frequentemente, produto de violência e abuso, mas também por busca de afeto e curiosidade sexual.

 



Galeria de fotos: 1 fotos
Créditos: Divulgação
Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg