Jornal de Pomerode

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HMRT realiza primeira apendicectomia videolaparoscópica

Procedimento foi realizado no início do mês de maio, após diagnóstico de apendicite. O método já era utilizado para outros casos.

827836b47842d4b23872e46c54187354.jpg Foto: Tatiane Hansen/JP

A apendicectomia videolaparoscópica é uma técnica cirúrgica que vem ganhando espaço entre os cirurgiões, por ser minimamente invasiva. Em Pomerode, no dia 05 de maio, foi realizada a primeira cirurgia por vídeo após diagnóstico de apendicite no Hospital e Maternidade Rio do Testo. Na unidade, além deste, outros procedimentos são realizados por videolaparoscopia, em caso de hérnia, remoção de órgãos inflamados como vesícula ou, ainda, cirurgia ginecológica. 

O procedimento, segundo o cirurgião geral Dr. Gilberto Nicocelli, se comparado com a cirurgia aberta, traz inúmeras vantagens. “Quando comparamos resultados da apendicectomia por videolaparoscopia com a operação aberta, a primeira acarreta menos dor pós-operatória, curta permanência hospitalar (normalmente um a dois dias), retorno mais rápido ao trabalho e melhor resultado estético das incisões na pele”, comenta.

A cirurgia por video-laparoscopia consiste na utilização de instrumentos cirúrgicos e uma câmera que envia imagens para um monitor de vídeo. “Com o avanço da tecnologia, os procedimentos cirúrgicos passam a agredir menos os pacientes. E essa é uma das cirurgias que traz poucos danos, pois o procedimento realiza três cortes, de um centímetro cada, em média, e o apêndice é retirado através desses cortes. Essa cirurgia traz poucos riscos e a recuperação é rápida, devido à cicatrização acontecer de forma mais acelerada e com baixo índice de complicações, como hérnias, por exemplo. Com isso, o paciente, após apenas 15 dias, já pode retornar às suas atividades normalmente, realizando, inclusive, exercícios físicos”, explica o cirurgião.

Já na cirurgia de apendicite tradicional, é realizado um corte de, aproximadamente, cinco centímetros no abdômen, lado direito, e com esse procedimento, o paciente tem uma recuperação mais lenta e a cicatriz é mais visível. “Na cirurgia aberta, o paciente pode ficar até 45 dias em casa, acarretando, inclusive, afastamento pelo INSS”, reitera.

A apendicite pode ocorrer em qualquer idade e atinge cerca de 10% da população mundial. “Nosso corpo possui mecanismos de defesa e nos dá sinais para perceber se algo vai mal. No caso da apendicite é comum ela começar com pequenas dores que vão aumentando com a intenção de sinalizar que o problema está piorando. A cirurgia é a única forma de tratamento e o procedimento por vídeo é realizado pelo cirurgião, sempre acompanhado por um médico auxiliar”, completa.

 



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Créditos: Tatiane Hansen/JP
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