Jornal de Pomerode - Gravidez-na-adolescencia-65721 
Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Gravidez na adolescência

Gestação no período em que o corpo da mulher ainda não está completamente formado, pode acarretar inúmeros riscos para mãe e bebê.

8fb7a5d21a9d771f5b84b19908e7bc4c.jpg Foto: Divulgação

A imagem corporal, como se sabe, é a forma como se mediam as relações com as outras pessoas. Isto é, particularmente, mais acentuado na adolescência, quando ocorrem muitas transformações no corpo e na mente.

Estas transformações são imaturas e não combinam com uma gestação que, teoricamente, é uma escolha, uma ilusão de maturidade. A autoimagem está diretamente ligada ao equilíbrio emocional.

A cada 1.000 adolescentes brasileiras, entre 15 e 19 anos, 68,42 ficaram grávidas e tiveram seus bebês, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, entre 2010 e 2015. A gravidez na adolescência não apenas cria obstáculos para o seu desenvolvimento psicossocial, como se associa a um maior risco de morte materna e do recém- nascido, porque o bebê pode nascer prematuro e ter consequências como hipoglicemia e sépsis neonatal precoce ou tardia, tendo muitas vezes indicação de uti neonatal.

Muitas destas gestações não são uma escolha deliberada, mas sim frutos de relações de abuso sexual.

Os bebês filhos de mães adolescentes têm um risco maior de terem uma saúde frágil. Os principais problemas que eles podem desenvolver são:
- Nascimento prematuro;
- Recém-nascido com baixo peso ou RNMBP (Recém-nascido com Muito Baixo Peso), além de retardo no crescimento intrauterino;
- Asfixia neonatal;
Já para a mãe adolescente, também são muitos os riscos durante e pós-gestação. Alguns deles são:
- Diabete gestacional;
- Pré-eclampsia, que é a pressão arterial elevada, que causa problemas para a mãe e para o recém-nascido;
- Eclampsia, que é o aumento da pressão arterial a tal ponto, que causa convulsões e indica uma cesárea de urgência para salvar mãe e bebê;

 

Neste último caso, é utilizada a anestesia geral e o bebê nasce com o APGAR baixo, que é uma “nota”, que o recém-nascido recebe, indo de zero a 10. Até quatro ou cinco, traz complicações ao bebê no seu desenvolvimento físico, cognitivo e comportamental. Acima de cinco, normalmente, indica que não haverá problemas.

As gestantes adolescentes têm maior incidência de cesáreas, o que também trará suas complicações.

 “Em todas as gestações, mas, em especial, na adolescência, recomenda-se que a gestante tenha acompanhamento de um pediatra a partir da 32ª semana de gravidez, pelos riscos que a gestação precoce pode oferecer para mãe e bebê”, ressalta a pediatra Jane Hasse.

 



Galeria de fotos: 1 fotos
Créditos: Divulgação
Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg