Jornal de Pomerode


Força no momento da luta

A luta contra um câncer nunca é fácil, mas se você tem pessoas que te apoiam durante a jornada, toda a dor se ameniza. Quem teve esta sorte foi Vivian Venturini, de 41 anos, que descobriu ter câncer em outubro de 2016.

7fa67efea1309a81ca99e469cd63b51b.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP-Vivian planeja, agora, se tornar voluntária da Rede.

A luta contra um câncer nunca é fácil, mas se você tem pessoas que te apoiam durante a jornada, toda a dor se ameniza. Quem teve esta sorte foi Vivian Venturini, de 41 anos, que descobriu ter câncer em outubro de 2016. Tudo começou quando ela percebeu que o mamilo de seu seio esquerdo estava diferente. 

No momento, não deu muita importância, achou que poderia ser uma alteração normal devido à idade. “Mas um dia, enquanto ia trabalhar, acabei reparando em um dos folhetos informativos da Rede Feminina de Combate ao Câncer. Aquilo me intrigou e logo procurei as enfermeiras da própria empresa, que me aconselharam a fazer o exame. Como não sentia dor, nunca pensei em fazer o exame como prevenção. Ainda bem que não foi tarde demais”, relata a mulher. 

Quando veio a confirmação da doença, Vivian conta que foi um momento de sofrimento, de negação. Ela não quis acreditar que era verdade, e revela que foi um baque, porque nunca pensou que fosse acontecer com ela. Porém, o que deu-lhe coragem para enfrentar a situação foi o apoio de familiares e amigos. 

Passada a fase inicial de descoberta do câncer de mama, era a hora de começar a batalha pela vida. No dia 08 de dezembro, ela fez a operação para a retirada do seio esquerdo. Hoje, ela utiliza uma prótese doada pela RFCC. 

Já em janeiro deste ano, ela iniciou a fase da quimioterapia, que durou até o mês de julho. Foram 16 sessões e Vivian relembra como foi duro passar por elas, já que a quimio é a parte mais forte do tratamento, que foi difícil por trazer uma situação que é quase um trauma para as mulheres que passam por ela: a queda de cabelo.

Vivian relata que, quando os fios começaram a cair, veio também a depressão. “Mas meu marido estava lá. Ele me ajudou muito, sempre com o bom humor, levantando meu astral e me elogiando, não deixando que eu perdesse minha autoestima. A Rede também foi fundamental, pois forneceu perucas e lenços, que me ajudaram a me sentir bonita”. 

As motivações para seguir o tratamento, foram a família, os amigos, colegas de trabalho e voluntárias da Rede. Segundo ela, se não houvesse essa rede de apoio bem fundamentada, não teria forças para seguir sozinha. “Eu tenho minha família, meus dois filhos, meus amigos, meu trabalho, não poderia desanimar. Cada dia é um dia e temos que viver sem ter medo do que virá, porque não sabemos quando vamos morrer”, ressalta a paciente.

Agora, Vivian começa a fase final de seu tratamento, com o acompanhamento no médico e a medicação, por cinco anos, como forma de prevenção. Ela planeja, também, fazer a sua parte para ajudar a quem necessitar no futuro. Vivian revela o desejo de se tornar uma voluntária da Rede Feminina, para também, com carinho, poder fazer a sua parte em prol dos que passam por dificuldades.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP









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