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Fechando o ano de bem com a vida

Sempre que se fala sobre corridas de rua, não há como não mencionar a prova mais charmosa do Brasil: a Corrida Internacional de São Silvestre, realizada sempre no último dia de cada ano e que é uma homenagem ao santo, que morreu no próprio dia 31 de dezembro.

cc8f158ef2b84453e304961210577496.jpeg Foto: Divulgação

Sempre que se fala sobre corridas de rua, não há como não mencionar a prova mais charmosa do Brasil: a Corrida Internacional de São Silvestre, realizada sempre no último dia de cada ano e que é uma homenagem ao santo, que morreu no próprio dia 31 de dezembro. Neste ano, o tradicional evento chegou à 94ª edição, contando com a participação de mais de 30 mil corredores, vindos de cerca de 34 países.

E um pomerodense fez questão de marcar a sua passagem de ano correndo pelas ruas da maior cidade do País: Vilmar Luis Boni, que efetuou a sua inscrição no mês de setembro. “Tenho certeza de que a maioria dos praticantes, amadores ou profissionais, sonham em colocar em seus currículos esportivos a participação em uma edição desta prova. Comigo não foi diferente. Já há alguns anos, ‘coloquei em mente’ que, um dia, iria encarar estes 15 quilômetros tão especiais”, conta.

Para ele, tudo o que envolve a participação numa edição da “São Silvestre” é empolgante, desde a preparação da viagem, logística a ser empregada para cumprimento de todas as etapas, até o momento da largada. “É incrível o clima nos bastidores que antecederam a prova, desde a chegada na Vila do Atleta (Palácio de Convenções do Anhembi) onde recebi o kit oficial da prova. Tudo preparado com excelência para ‘abraçar’ os atletas e otimizar o desempenho na corrida”, enfatiza, acrescentando que a largada foi um dos momentos mais emocionantes, embora feita em ritmo mais lento. “Quando eu estava posicionado no pelotão geral, a adrenalina não hesitou em aflorar, criando ainda mais expectativa. No entanto, um detalhe interessante é que nos três quilômetros iniciais, você não consegue correr em seu ritmo normal. Afinal, é um ‘trânsito supercongestionado’ de corredores, buscando o seu melhor espaço. Aí você tem que cuidar para não tropeçar”, relata, aos risos.

Se o início já tinha sido especial, a chegada foi ainda mais emocionante. “Quando eu estava saindo da Avenida Brigadeiro Luís Antônio e adentrei novamente na Avenida Paulista, faltando menos de um quilômetro para a chegada, a emoção tomou conta. Cruzei a linha final orando e agradecendo a Deus por ter permitido minha participação. Foi uma sensação indescritível. Por isso, não há dúvidas: voltarei à ‘São Silvestre’. Penso na 100ª edição, que será um marco na história do atletismo brasileiro”, ressalta o pomerodense.

Tanta alegria motiva Boni a novos desafios para 2019, onde pretende cadenciar seus treinos de corridas e participar de provas oficiais, pelo menos, uma vez por mês. “Por outro lado, vou intensificar minhas pedaladas, pois a temporada 2018 foi incrível. Participei de 10 provas de Mountain Bike e subi ao pódio em todas, conquistando 11 troféus para Pomerode. Destaco que, recentemente, realizei um feito inédito, ficando campeão dois fins de semana consecutivos: dia 02 de dezembro, no Desafio Beto Carrero, em Penha; e em 09 de dezembro, na última etapa da Copa Free Force, em nosso município. É isso que me motiva a, cada vez, ir mais longe”, finaliza.

O corredor pomerodense terminou a prova na 1.432ª posição, com o tempo de 01:15’14”. Já dentro da sua faixa etária (55 a 59 anos), o atleta ficou na 65ª colocação.

 

A PROVA - Os atletas africanos dominaram o pódio da 94ª Corrida de São Silvestre. No naipe masculino, o mais rápido foi o etíope Belahy Bezabh e, entre as mulheres, Sandrafelis Tuei, do Quênia, foi a primeira a cruzar a linha de chegada. Além dos vencedores, o pódio das duas categorias foi completado por corredores de países africanos, com exceção apenas para um atleta do Barein. Os brasileiros melhores colocados foram Giovani dos Santos e Jenifer Nascimento Silva, ambos na oitava posição.

A Corrida de São Silvestre foi disputada, pela primeira vez, em 1924. Na ocasião, 60 atletas se inscreveram, todos homens, e 37 terminaram a prova de 8,8 km, disputada à noite. A corrida, criada pelo jornalista Cásper Líbero, tem esse nome em homenagem ao santo, que foi o 33º Papa da Igreja Católica. O último dia de dezembro, que também tinha sido a data da sua eleição ao papado, marcou, ainda, a sua canonização.



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