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Família sofre com morte de cachorro envenenado em Ribeirão Areia

Pinscher Spike morreu no dia 19 de outubro, após andar pela rua Willy Butzke, onde a família reside. Passados o choque inicial e um pouco do luto, começaram a observar a movimentação na rua, para tentar identificar algum suspeito.

a5d22c942810bd04f7f158d815aaf576.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Nas famílias de hoje em dia que possuem um cachorro, é natural que o animal já seja tratado e considerado como um membro dela. Todos os integrantes acabam se apegando e sofrem com a partida do bichinho, ainda mais quando é uma partida repentina e de uma maneira que poderia ser evitada. Foi o que aconteceu na casa de Magda Alessandra Fioravante dos Santos, cujo cachorro, Spike, da raça Pinscher, morreu envenenado no dia 19 de outubro. 

Naquela manhã, Magda estava de folga e como fazia todas as manhãs, ela foi abrir o pequeno canil para que o cão saísse. Depois de ele brincar um pouco com o marido dela, Paulo, foi caminhar um pouco na frente da casa e na rua, como é de costume. Porém, quando voltou, logo perceberam que havia algo errado.

“Logo depois que ele voltou, minha filha foi levar o lixo para fora da casa e viu o Spike caído, agonizando. Imediatamente o pegamos e levamos para o veterinário, mas, infelizmente, não deu tempo. Quando chegamos ao consultório, o veterinário fez tudo o que pode, mas não conseguiu salvar o Spike e disse que, provavelmente, havia sido um veneno muito forte”, conta Magda. 

Passados o choque inicial e um pouco do luto, começaram a observar a movimentação na rua, para tentar identificar algum suspeito. Segundo a família, Spike sempre foi muito quieto e não incomodava, pois nunca receberam nenhuma reclamação sobre o bichinho, então, o sentimento predominante é de indignação.
“Estamos consternados com a situação, porque não havia motivos para fazer mal a ele. Muitos podem dizer que não deveríamos ter deixado ele sair se temos o pátio aberto, como é caso, mas não acho que só porque as pessoas não tem o pátio cercado, outras podem fazer algum mal ao animal. Até porque, no nosso caso, quando Spike estava solto, dificilmente tirávamos o olho e ele nunca ia longe”, explica a dona. 

Ainda de acordo com Magda, no mesmo dia, o gato que pertencia a uma de suas vizinhas também foi envenenado e que em poucos dias, foram cerca de 10 animais que morreram na região da rua de sua casa, no bairro Ribeirão Areia. A mulher afirma que teve o desejo de pedir a abertura de um Boletim de Ocorrência, mas que devido aos custos que o processo geraria, não o fez. 

“Meu marido havia acabado de fazer uma cirurgia que foi bastante cara e que tivemos que pagar. Então, não tínhamos condições de bancar um processo, até porque era necessário o laudo completo sobre a morte do Spike. Mas se não fosse por essa questão, com certeza eu iria atrás das medidas legais. Não podemos acusar ninguém, porque não temos provas, mas acreditamos que o responsável por isso algum dia vai aparecer, porque foi uma atitude cruel”, reitera. 

Além de Magda, quem mais sofre com a ausência do bichinho de estimação é Camila, filha mais velha do casal, que era quem passava mais tempo com Spike durante o dia. “A Camila está bem sentida, porque era ela a ‘responsável’ por sempre dar comida e água ao Spike, além de brincar muito com ele durante o dia. Mesmo que não tenha sido a intenção envenenar o Spike, acabou fazendo mal a toda a nossa família, inclusive, às crianças”, coloca. 

Mas, por mais que o amigo faça muita falta, Magda não esconde o desejo de poder ter outro cachorro, porque gosta da companhia do animal. Porém, pretendem esperar até conseguir cercar o terreno da casa, para garantir mais segurança. “Sinto muita falta dele, até porque eu sempre fui a primeira pessoa que ele procurava em casa e realmente espero que a pessoa possa se arrepender do que fez, mesmo que não tenha sido intencional”, afirma.



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Créditos: Raphael Carrasco/JP Divulgação
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