Jornal de Pomerode

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Família precisa de ajuda em Pomerode

Com dois filhos com necessidades especiais e já esperando o terceiro, casal passa por dificuldades para se sustentar e conseguir exames médicos para as crianças. A mãe não pode trabalhar para que possa cuidar e ficar com os filhos em casa.

300a5421184fc352c42fbbf6314c6231.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Vinda do Maranhão, a família Araújo escolheu Pomerode há sete meses para morar e procurar melhores condições de vida, principalmente para os dois filhos do casal José Roberto e Maria Nizete de Araújo, os meninos Ruan Matheus e Rhyan, de seis e três anos, respectivamente. 

Ambos possuem deficiências intelectuais e físicas e, por este motivo, precisam de atenção especial na questão da saúde. De acordo com o pai, Ruan tem alguma síndrome, mas a família nunca conseguiu fazer um exame neurológico para comprovar qual é, exatamente. Além disso, ele tem atraso no desenvolvimento, já que começou a andar com pouco mais de cinco anos, não fala, tem dedos a mais nas mãos e nos pés e um problema nos testículos.

“Nós precisamos fazer exames com os dois, mas principalmente com o Ruan, porque ele precisa fazer uma cirurgia para normalizar os testículos. Temos medo que ele possa ficar estéril um dia se não cuidarmos agora. Já fizemos as consultas, mas não conseguimos marcar os exames, ainda, e estamos esperando há mais de dois meses”, conta Araújo.  

O casal afirma que está passando por dificuldades, agravadas pelo fato de Maria Nizete estar grávida do terceiro filho. Ela também não pode trabalhar, já que precisa ficar em casa, cuidando dos dois filhos. “Nós estamos correndo atrás de atendimento para eles e de condições para criar nossos filhos. Gastamos muito sempre com fraldas e alimentos especiais para os dois meninos, além de contas básicas, aluguel e taxa de transporte da Apae, que o Rhyan frequenta. Temos medo, também, que nosso terceiro filho nasça com alguma deficiência”, relata o pai. 

José trabalha em dois empregos, mas mesmo assim, mal chega para se sustentar. Uma das chefes ajuda como pode, mas nem sempre consegue dar muito auxílio. 
Em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, esta informou que a família em questão foi atendida pelo Setor do Cadastro Único, o qual realizou a transferência do seu cadastro e recebeu orientações sobre a forma de acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada).  Através do Cadastro Único, dependendo do perfil socioeconômico da família, esta ainda pode acessar outros benefícios do Governo Federal. 

“A família ainda foi convidada a participar do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que possui um caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários”, explica Renata Klee, secretária de assistência social.

Todas as famílias atendidas são orientadas de que, na medida em que haja alguma alteração na dinâmica familiar, podem comparecer novamente à SEDES com o objetivo de serem atendidas conforme a demanda que trouxerem. 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP
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