Jornal de Pomerode


Exemplo internacional

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), desenvolvido e difundido pela Epagri para promover uma agricultura mais limpa e sustentável, já pode ser reproduzido com facilidade no Brasil e no mundo. Quem também ganha com o SPDH são os consumidores.

1e27409cbb334edf188786ad78110483.jpg Foto: Jornal de Pomerode

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), desenvolvido e difundido pela Epagri para promover uma agricultura mais limpa e sustentável, já pode ser reproduzido com facilidade no Brasil e no mundo. Isso porque a experiência passou a integrar a Plataforma de Boas Práticas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), um espaço de disseminação e compartilhamento de boas iniciativas replicáveis desenvolvidas na região Sul do Brasil. 

O SPDH é a oitava tecnologia da Epagri incluída na plataforma da FAO/ONU. O sistema se baseia na redução nos custos sociais, econômicos e ambientais das lavouras e no estímulo ao protagonismo dos agricultores. Tem como objetivo central a transição da agricultura convencional para a agricultura agroecológica, respeitando três elementos básicos: o revolvimento localizado do solo, a diversificação de espécies pela rotação de culturas e a cobertura permanente do solo.

As primeiras experiências em SPDH foram realizadas em 1998, na Estação Experimental da Epagri em Caçador. Atualmente, o sistema é utilizado em mais de três mil hectares espalhados por todas as regiões do território catarinense. São mais de 1,2 mil agricultores que utilizam o plantio direto para produzir, principalmente, tomate, cebola, chuchu, brássicas (couve, repolho e brócolis), melancia e moranga.

A rápida disseminação e aceitação da tecnologia deve-se, sobretudo, aos bons resultados alcançados. O SPDH proporciona melhoria na qualidade e na uniformidade das plantas, com diminuição média de 35% nas perdas por questões de padrão de qualidade e produção. Reduz ou até pode zerar o uso de insumos e, consequentemente, o custo das hortas.

Quem também ganha com o SPDH são os consumidores. Os alimentos produzidos no sistema são mais limpos, pois podem ser cultivados com pouco ou até nenhum agrotóxico. Assim, também chegam ao consumidor com maior valor biológico, impactando positivamente na segurança alimentar das comunidades catarinenses.

 



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