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Exames confirmam morte por febre amarela no estado de Santa Catarina

Prefeitura de Gaspar confirma nesta terça-feira, 23 de janeiro, o óbito por febre amarela de uma mulher de 57 anos. A vítima não era vacinada e teria viajado recentemente para Região Metropolitana de São Paulo.

13d44c6e7a044e4fa9898b41f527e8a5.png Foto: Divulgação

Foi confirmado nesta terça-feira, 23 de janeiro, pela Prefeitura de Gaspar, a morte por febre amarela de uma mulher de 57 anos, que teria viajado recentemente ao interior de São Paulo. A vítima morreu no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, na última quarta-feira, 17 de janeiro.

O caso é a primeira morte por febre amarela deste ano no estado, que não tem registros de transmissão da doença desde 1966. Um homem de Lajeado Grande também faleceu neste mesmo período com suspeita da doença, mas os exames ainda não ficaram prontos para comprovar.

Segundo nota divulgada à imprensa pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, a paciente não era vacinada e possuía histórico recente de viagem para o município de Mariporã, Região Metropolitana de São Paulo. O diagnóstico laboratorial foi confirmado pela Fundação Oswaldo Cruz do Paraná (Fiocruz/PR), que é referência para SC.

Como não foram registradas outras ocorrências da doença no estado, a vigilância epidemiológica alerta para que moradores com viagem marcada para áreas de risco devem ir aos postos de saúde e tomar a vacina.

Pomerode não possui casos suspeitos, porém é importante que população se previna e tome determinados cuidados alerta a Técnica de Enfermagem da Vigilância Epidemiológica, Simone Silva. “É importante o uso de repelente, se possível, colocar telas nas portas e janelas e evitar o acúmulo de lixo e água parada”, ressalta.

A Vacina                                                                                                      

A vacina contra a Febre Amarela pode ser feita gratuitamente na rede pública “Cada frasco contém 5 ou 10 doses de vacina contra a febre amarela, e após aberto, podemos utilizá-lo por 6 horas. Cada município recebe uma cota mensal do Ministério da Saúde e se racionalizarmos a aplicação, podemos vacinar mais pessoas, evitando o desperdício”, afirma a Técnica em Enfermagem.

Neste ano, a vacina também entrou no calendário vacinal, para imunização de crianças entre nove e 10 meses e 29 dias e não possui grupos prioritários.

“A vacina confere importante proteção contra a Febre Amarela. Porém, estamos vacinando somente os casos indicados pelo Ministério da Saúde, de acordo com a nossa região”, exclama Simone.

Morte de macacos

O número de macacos que adoeceram neste mesmo período também cresceu. Entre 1 e 22 de janeiro deste ano, foram registradas oito mortes de macacos no estado, que ainda estão sob investigação.

O Dive, por meio de um Folder, informa que os macacos são como sentinelas da doença, pois vivem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores e são os primeiros a adoecer, alertando para uma possível circulação do vírus em determinada região. “Quando estão doentes a maioria dos macacos apresenta comportamento lento, costuma descer das árvores, fica perambulando pelo chão, tem dificuldades para se alimentar e morrem em poucos dias”, informa o órgão, ressaltando a importância de comunicar imediatamente ao Serviço de Saúde do município a morte, ou mudança de comportamento, de macacos.

Ainda segundo o Dive, “a febre amarela é uma doença infecciosa e não contagiosa que se mantém endêmica ou enzoótica nas florestas tropicais dos continentes americano e africano, sendo transmitida ao homem mediante a picada de insetos hematófagos da família Culicidae, em especial dos gêneros Aedes e Haemagogus. As manifestações iniciais da doença são: febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há um aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins. A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença”.

 



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