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“Eu entrei na política porque desejo mudança em nosso país”

Nesta página, você confere a entrevista realizada com Gilson Marques, candidato a Deputado Federal, pelo Partido Novo

68f0f1dbb7379b077743b3a43adfa420.jpg Foto: Divulgação

A poucos dias das Eleições 2018, o Jornal de Pomerode entrevista os candidatos pomerodenses para Deputado Federal e Estadual. Nesta página, conversamos com Gilson Marques, candidato a Deputado Federal, pelo Partido Novo. Ele falou sobre o andamento de sua campanha, projetos, propostas e outros assuntos. Confira a entrevista, na íntegra. 

Quem é Gilson Marques - Formado em direito pela Furb, pós-graduado em direito civil e processo civil pela Fundação Getúlio Vargas. Quando o assunto é experiência profissional, o candidato é advogado há 15 anos, além de possuir outras duas empresas, uma no ramo de incorporação e outra na educação. Gilson tem 37 anos, é casado e pai de dois filhos.

A campanha 

Nossa campanha está muito forte, eu não imaginava que ia crescer tanto.  Por exemplo, em um sábado, fizemos um movimento nas ruas de seis cidades simultâneas. É emocionante pensar que tem seis cidades, com várias pessoas entregando santinho, fazendo “bandeiraço”, sem ganhar um centavo. Isso quer dizer que as pessoas acreditaram na ideia, e estão trabalhando junto voluntariamente, é de arrepiar. Agora estamos na reta final, e eu sinto que estamos quase lá, temos chances reais. E, nesses últimos dias, dá para fazer muita coisa ainda, e o mais importante é esclarecer um ponto que não está claro para muitos pomerodenses. Nós estamos escolhendo candidatos para dois cargos diferentes, Deputado Estadual e Deputado Federal. E Pomerode tem dois candidatos a Estadual, mas eu sou o único candidato de Pomerode a Deputado Federal. Então, essas pessoas pensam que precisam escolher entre os três, quando são dois cargos diferentes. Na hora do voto, o eleitor vai primeiro votar para Deputado Federal, e depois para Estadual. Para Federal, há apenas um candidato de Pomerode, que é Gilson Marques. É importante esclarecer isso, porque tanto eu quanto os outros candidatos podem perder votos por causa dessa confusão. Enquanto tem gente fazendo propaganda para político de carreira, para partido afundado em escândalo ou, até mesmo, para candidato que está sendo investigado, Pomerode tem a chance de eleger um Deputado Federal, ficha limpa e preparado.

Pomerode tem 33 mil habitantes e 23 mil eleitores. Se nos unirmos por uma causa, o retorno será gigantesco. Por isso, neste momento, eu peço a união para termos um Deputado Federal da cidade. Gostaria também de dizer que muita gente me convida para visitar, tomar um café, comer uma cuca. Eu compareço a todos os convites que consigo, mas, infelizmente, não consigo estar com todo mundo, e não é por falta de vontade. Mas meu telefone, meu site, minhas redes sociais estão todos disponíveis para a população que quer manter contato, mandar suas dúvidas, sugestões e críticas. Caso eu seja eleito, as pessoas poderão acompanhar o meu trabalho através das minhas redes sociais e sempre continuarei disponível para conversar com meus eleitores, pois não adianta você escolher um representante e não poder acompanhar o trabalho dele.

Ideais políticos 

Temos um objetivo claro de reduzir os gastos com políticos, e já comecei a colocar em prática. Assinei um termo renunciando a carro oficial, auxílio-moradia, viagens, metade da verba de gabinete e metade de assessores, e só isso já vai economizar um valor de R$ 4 milhões, em quatro anos de mandato. É absurdo gastar com isso enquanto falta material escolar nas escolas brasileiras e tem gente morrendo nas filas dos hospitais. 

E, renunciando a esses privilégios, tenho moral para cobrar dos outros que façam a mesma coisa. Com esse recurso economizado, podemos colocar mais verba na saúde, educação e segurança, para termos um serviço público bem melhor. Ou então reduzir os impostos, pois hoje nós trabalhamos 151 dias por ano, quase cinco meses, só para pagar impostos, para sustentar uma classe política que não trabalha. Hoje, temos pessoas que deveriam estar na cadeia, mas, ao invés disso, estão no Congresso ou no Senado, fazendo as leis que vamos ter que obedecer.  

Eu entrei na política pois quero mudança. A gente sempre enxerga que a política é ruim, que só tem gente ruim. E quando nós falamos isso, acabamos perdendo a esperança e desconfiamos de qualquer um, mesmo se for uma pessoa que tenha uma boa índole e seja capacitada. Eu nunca fui político, na verdade, nunca gostei disso. Mas é importante a participação de pessoas que não vêm de carreira política, pessoas que tenham uma atividade profissional, que sejam capacitadas e corretas. São essas pessoas que podem fazer a diferença na política. 

Tivemos, há poucos meses, a manifestação dos caminhoneiros, em que todos foram às ruas cobrar mudanças. As pessoas querem renovação, mas ainda não sabem em quem votar. Essas eleições são uma chance para tirarmos os velhos políticos que estão há anos no Congresso, e essa renovação precisa partir do povo.

BR-470 

Já fiz vídeos, em minhas redes sociais, cobrando a duplicação da BR-470. Neste ano, mais de 75 pessoas perderam as suas vidas na rodovia, que é considerada a mais perigosa do estado. A duplicação é muito necessária para que vidas sejam preservadas. Além disso, é uma rodovia fundamental para a economia da nossa região e, também, de todo o estado, afinal, serve como porta de entrada e saída para os produtos do Oeste Catarinense e de grande parte do estado. 

Privatização 

Defendo a ideia da privatização de empresas estatais. Hoje, no Brasil, nós temos 150 empresas estatais que, em dois anos, deram R$ 40 bilhões de prejuízo. Tem que privatizar e ponto final. Quem administra essas empresas são políticos ou alguém indicado por eles. Muitos são incompetentes ou corruptos, e ainda por cima, ganham cinco vezes mais do que na iniciativa privada.  Esses bilhões de prejuízo é dinheiro que poderia comprar remédio, material escolar, investimento na segurança. Muitas pessoas falam “Ah, a Petrobrás é nossa”, mas, na verdade, o que fica para a gente é só o prejuízo. 

A maioria dos brasileiros quer um país melhor, mas deixamos a política entregue para malandros. Temos que sair dessa inércia e começar a mudar. Como já dizia Martin Luther King, “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Fim dos privilégios

Defendo o fim dos privilégios oferecidos a políticos, tanto que me comprometi, caso eleito, a não aceitar muitos deles. Desta forma, quero ser exemplo para os demais. Acredito que, se mais políticos agirem desta forma, teremos mais dinheiro para investir nos interesses da população. 

Além disso, creio,  também, no desenvolvimento de meu estado. Uma região tão rica e que, como já disse em outras ocasiões, entrega para Brasília R$ 50 bilhões  por ano, recebendo como retorno, nem a metade disso, somente R$ 9 bilhões. Será que estamos sendo roubados? Ainda resta dúvida em alguém quanto a isso? Quero acabar com isso. Pretendo lutar por este retorno e novos  investimentos em Santa Catarina, promovendo, assim, mais beneficíos para o meu povo. 



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