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É a vez dos tatuados no mercado de trabalho

Pesquisa feita por duas universidades estrangeiras aponta que tatuados podem ter preferência em entrevistas de emprego

acb40dfddc04ce93fc088c4ce1e1a6fa.jpg Foto: Divulgação

Se você tem tatuagem, provavelmente já ouviu de alguém que nunca iria conseguir um emprego. Poi és, a realidade mudou, e parece que a vez é dos tatuados no mercado de trabalho. 

Segundo um estudo feito pela Escola de Negócios da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, e Universidade da Austrália Ocidental, ambas referência em pesquisa aplicada, aponta  que os tempos vêm mudando a previsão de quem dizia que você iria se dar mal por ter um tatuagens está errada. 

Para início, os estudos comprovaram a igualdade salarial  entre tatuados e não-tatuados. Além disso, muitos participantes alegaram não terem sido discrimidos por terem arte no corpo na hora de conseguir um emprego, exceto pelo fato de que ter uma tatto foi e, de acordo com os entrevistas, pode ter sido uma vantagem na hora de conseguir uma vaga. 

O trabalho analisou mais de duas mil pessoas no Estados Unidos, a maioria residente de grandes cidades do país. 

O artigo completo pode ser encontrado no Sage Journals, na editoria de Relações Humanas, com o nome “Are tattoos associated with employment and wage discrimination? Analyzing the relationships between body art and labor market outcomes”, ou, em português, “As tatuagens estão associadas ao emprego e à discriminação salarial? Analisando as relações entre a arte corporal e os resultados do mercado de trabalho”. 

Na conclusão do arquivo, que pode ser baixado em PDF, os autores afirma que “em nossa amostra, e considerando uma variedade de técnicas de estimativa alternativas, não apenas os salários e ganhos anuais de empregados tatuados nos Estados Unidos são estatísticamente indiscerníveis daqueles de pessoas sem tatuagens, quanto indivíduos tatuados são também tão propensos, e em alguns casos até mesmo mais propensos, a conseguir um emprego”. 

Porém, os resultados não são novidade. A  Universidade de St Andrews, anteriormente, já apontava  vantagens no ingresso a profissões consideradas como “descoladas”.

Segundo Dr. Timming, da Escola de Administração de St Andrews, a última pesquisa sobre o assunto sugeriu que alguns gerentes pensam que as tatuagens na equipe podem “transmitir positivamente a imagem de uma organização”.



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