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Driblando as dificuldades

No ano de 2017, o Verdinho não conseguiu se classificar à segunda fase da Copa Pomerode. Por isso, buscou uma receita simples, mas que pode render bons frutos: um time economicamente viável, mas com jogadores “rodados”, e uma grande renovação no elenco.

210e478147c22f346e2bd4d98e4bab92.jpg Foto: Arquivo / Jornal de Pomerode

Apesar de ser um time acostumado às vitórias, no ano de 2017, o Verdinho não conseguiu se classificar à segunda fase da Copa Pomerode de Futebol. Por isso, para esta temporada, buscou uma receita simples, mas que pode render bons frutos: um time economicamente viável, mas com jogadores “rodados”, e uma grande renovação no elenco. A diretoria sabe das dificuldades, mas vê na motivação uma arma para driblá-las e levar o Água Verde, novamente, ao topo do futebol pomerodense.

Nesta semana, o Jornal de Pomerode conversou com Rolf Porath, diretor de futebol do time de Testo Alto, que falou sobre a preparação da equipe e da rivalidade com seu coirmão, Caramuru.

 

JP ESPORTE - Ano passado, o time não passou da primeira fase. Qual foi o motivo que levou o Água Verde a não conquistar melhor resultado?

ROLF PORATH - Pouco investimento. Nas partidas iniciais, foi a falta de entrosamento. E na partida decisiva, em Timbó, diante do Amazonas, fomos muito prejudicados pela arbitragem. O árbitro aceitou a pressão da equipe da casa e marcou um pênalti inexistente para o Amazonas. Além disso, em dois lances, se omitiu ao não expulsar dois atletas da equipe timboense.

 

JPE - Você mesmo já destacou a dificuldade de montar a equipe este ano. O elenco estará pronto para a estreia?

RP - Acredito que sim. Sempre acreditamos que, na competição, a equipe tenha um rendimento melhor do que nos amistosos.

 

JPE - O time vai manter a base do ano passado ou vai haver uma renovação para 2018?

RP - Houve uma renovação total. Mantivemos apenas um atleta que integrou a equipe ano passado.

 

JPE - Até que ponto os amistosos até agora realizados foram importantes para a formação do time?

RP - Nos deram a oportunidade de conhecer alguns atletas que serão aproveitados e, outros, dispensados.

 

JPE - O que motiva a participação do Água Verde no Campeonato da LPD?

RP - Um dos fatores é a pressão dos torcedores, aliado à “paixão” dos dirigentes, pressão da diretoria da Liga Pomerodense e, também, o histórico do Água Verde ao longo dos últimos 10 anos.

 

JPE - A rivalidade com o Caramuru, depois de alguns anos, será um “tempero” a mais para a competição?

RP - Com certeza, será um ingrediente interessante. No Água Verde brincamos e sempre falamos que se trata de um campeonato à parte.

 

JPE - Qual a importância, para o bairro de Testo Alto, ter dois times dentro da elite do futebol pomerodense?

RP - O bairro de Testo Alto já teve quatro equipes disputando campeonatos em Pomerode. O retorno trará, novamente, o torcedor aos campos, despertando, novamente, a paixão pelo futebol. No caso do Água Verde, que mantém a Escolinha de Futebol, também serve para inspirar, ainda mais, os garotos que participam da mesma.

 

JPE - Você é a favor do campeonato deste ano ser federado? Por quê?

RP - Sou contra. O Água Verde se posicionou contrário à questão, porque privilegia os chamados “times grandes”, que aproveitam o poderio financeiro para reforçar, ainda mais, seus elencos. E para nós, dificultou, de certa forma, a contratação de atletas, porque há outros campeonatos federados acontecendo na região, no mesmo período.

 

JPE - O que o torcedor pode esperar da equipe para a Copa Pomerode?

RP - O torcedor pode esperar, da parte da diretoria, muito empenho e sempre cobrando os atletas por melhor desempenho. E da equipe, esperamos que os resultados positivos aconteçam pois, dentro das limitações financeiras, contratamos atletas experientes e com “bagagem” no futebol amador da região.



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