Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Do Sertão Nordestino para o Sul do Brasil

Pernambucana veio para Pomerode em busca de novas oportunidades de emprego e, hoje, tem a cidade como uma de suas paixões. Uma das coisas que mais chama atenção de Dona Maria, em Pomerode, é a tranquilidade e o sossego da cidade

5c8d11671d11466d95ff0c95f85bcfbf.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Correr atrás dos nossos sonhos e objetivos. Foi com esse propósito que uma pernambucana veio para Pomerode em busca de oportunidades, na procura por um emprego e uma melhor qualidade de vida. Maria Edilene da Silva Araújo, 52 anos, é natural de Arcoverde, cidade localizada no Sertão Pernambucano, a mais de cinco horas da capital do Estado, Recife. O município nordestino possui mais de 72 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, divulgado em 2014.ona Maria, como é conhecida por todos, veio para Pomerode em 2015 a procura de trabalho. A pernambucana conheceu nossa cidade por meio de sua filha, que  já morava e, ainda, reside no município. Antes de chegar no Sul do País, Maria parou em São Paulo, mas resolveu seguir viagem para Santa Catarina. 

E, desde lá, Maria trabalha como diarista em uma empresa que terceiriza esse tipo de serviço. Ela nos conta que ama o que faz, sempre gostou de exercer a profissão e se sente satisfeita com o cargo. “Eu sempre amei essa parte de limpeza. Eu amo o que eu faço, gosto muito de ter contato com as pessoas, conversar, fazer amizades com o pessoal, faz com que eu ame ainda mais a minha profissão”, comenta a diarista.

Uma das coisas que mais chama atenção de Dona Maria, em Pomerode, é a tranquilidade e o sossego da cidade. De acordo com a diarista, não há comparações com a sua terra natal.“Lá você precisa se preocupar com sua bolsa, seu celular ou outras coisas, quando você sai de casa. É uma cidade mais perigosa e você acaba não tendo tranquilidade para andar nas ruas. Porém, aqui eu fico tranquila, posso sair à noite para caminhar e não preciso me preocupar tanto com esse tipo de coisa”, relata.

Dona Maria já considera Pomerode como uma de suas paixões. Segundo ela, nunca sofreu nenhum tipo de preconceito e sempre foi muito bem recebida pela comunidade local.“Nunca ninguém me ofendeu por eu ser nordestina. Todo lugar que eu vou, sou muito bem recebida por todas as pessoas que tenho contato. Acabo criando laços com essa gente para qual presto serviço, o que me deixa muito feliz”, afirma Maria.

Outro fator que também chama a sua atenção é como a língua alemã ainda é falada na cidade. Mesmo sem entender o que está sendo dito, por não conhecer o idioma, Dona Maria acha bonito e interessante esse tipo de comunicação.“É muito diferente, né? Eu não entendo nada do que eles falam, mas é muito bonito como eles usam o alemão para falar, mesmo sendo no Brasil. Acho legal que as pessoas ainda mantém os seus costumes e Pomerode demonstra muito isso, não só nessas conversas em alemão, mas pela preservação da cultura que a cidade oferece, através das casas, dos restaurantes, tudo arrumadinho no estilo deles”, conta.

Como uma boa nordestina, acostumada com o clima mais quente, Maria não demorou para se acostumar com o frio. E quando realmente se adaptou ao clima do sul brasileiro, a diarista criou uma preferência pelas temperaturas mais amenas, mas afirma que no verão, o calor é um pouco mais intenso do que sua na cidade.

Especial 

A matéria que você acabou de ler, faz parte de uma série especial de reportagens contando histórias de pessoas que saíram de seus estados para morar na nossa Pomerode, abordando realidades distintas. Fique ligado!



Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg