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Difundindo a sustentabilidade entre os alunos

Projeto da E.E.B.M. Duque de Caxias foi escolhido para ser exposto na Feira Nacional de Iniciação Científica, em setembro deste ano, em Jaraguá do Sul. Alunos já esperam ansiosamente para apresentar o trabalho realizado na escola pomerodense

08dadcc1ca9c035264a492b4d05b1414.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Quando comemos uma fruta, descascamos um legume ou deixamos de lado alguma verdura, muitas das vezes, descartamo-os no lixo orgânico. Mas, uma escola do Ribeirão Areia, decidiu usar essa matéria orgânica jogada fora em adubo e fertilizante, por meio de composteiras caseiras.

O projeto Bio Natural: composteiras domésticas, tem como objetivo diminuir o descarte de lixo orgânico, principalmente, de cascas de frutas, legumes e restos de verduras, através da decomposição desses materiais, que se transformam em fertilizante e adubo, com o auxílio de minhocas californianas. Parece meio confuso, não é mesmo? Então, vamos explicar como funciona o processo e a história do projeto. Tudo começou em 2016, quando os alunos do 6º ano começaram a estudar, na disciplina de Ciências, o descarte correto do lixo, tanto o reciclável, quanto o orgânico. Os estudantes perceberam que a escola, durante a preparação da merenda escolar, produzia uma grande quantidade de resíduo orgânico, que era destinado ao aterro sanitário de Timbó.  Depois de uma parada, o projeto retomou em 2018, com força total. Os alunos do então 8º ano, visitaram o local para onde é destinado todo material orgânico coletado em Pomerode, na cidade vizinha. Após conhecerem o aterro, voltaram para a escola com o seguinte objetivo: se dedicarem ainda mais ao projeto.


As composteiras caseiras são feitas da seguinte maneira: baldes de margarina ou gordura vegetal, de uso de confeiteiro, são usados para coletar as cascas descartadas pelas merendeiras. Com esses resíduos orgânicos, são colocadas minhocas californianas, que se alimentam das cascas, e, com suas fezes, transformam essa matéria orgânica em adubo, conhecido como Húmus. Esses baldes possuem furos, pois esse lixo orgânico também solta um biochorume, um líquido concentrado que pode ser reaproveitado como fertilizante. Esse líquido é retirado do balde que possui uma torneira acoplada, sendo despejado em garrafas pet de 250ml. Uma logo do projeto também foi criada pelos estudantes, passando por uma votação e escolhida democraticamente. 


E, como o projeto precisava de dinheiro para poder comprar os baldes, as tintas que dão a pintura nos coletores, e as torneiras, os alunos resolveram vender essas garrafinhas com o fertilizante líquido em feiras da escola e, também, para a comunidade local. O tão interessante projeto, chamou a atenção de membros do comitê da Febic, a Feira Brasileira de Iniciação Científica, durante uma feira de ciências em Pomerode, e resolveram escolher a escola para participar do evento, nos dias 09 a 13 de setembro, em Jaraguá do Sul. A professora de ciências e bióloga, Daiane Ronchi, idealizadora do projeto, explica que a indicação da escola para a feira nacional, é fruto de um trabalho conjunto dos alunos.

“Tudo isso só foi possível por causa do empenho deles. Muitos vinham no contraturno para ajudarem no projeto. E isso é importante, pois a aula prática faz com que eles aprendam ainda mais e a atividade também teve como objetivo socializar os estudantes com a comunidade, através da família, vizinhos e amigos que moram no bairro. Só tenho a agradecer a eles”, relata a professora.

Para os alunos Gabriel Henrique Hardt, Kelly Cristine Bloemer e Isaias Erkmann, as atividades foram fundamentais para o aprendizado na disciplina. Hoje, no 9º ano, relatam as experiências vividas com o projeto.

“Foi muito bom participar desse projeto, pois a gente podia ‘botar a mão na massa’ e ter a prática dessa atividade. O mais legal de tudo, é que conseguimos levar para fora da escola e a aceitação foi positiva na comunidade. Tínhamos um pouco de timidez na hora de vender os líquidos, mas depois de um tempo, nos acostumamos. Não vemos a hora de chegar o dia de ir para Jaraguá e apresentar o nosso trabalho para várias pessoas do país”, comentam os alunos.
Ainda, de acordo com a professora, o aprendizado, via aulas práticas, ajuda os alunos a memorizarem os conteúdos com mais facilidade.

“A prática acaba fazendo com que eles se dediquem de maneira diferente. Por ser uma atividade que sai um pouco do ambiente de sala de aula, faz com que eles mesmos se sintam mais à vontade em trabalhar em equipe e estimular a criatividade, que foi muito vista nesse projeto”, explica a professora.

A E.E.B.M. Duque de Caxias já está planejando novas atividades para o ano de 2019, voltadas à sustentabilidade. Elas já estão no calendário escolar e pretendem socializar os alunos dos diversos anos com a comunidade local. 



Galeria de fotos: 2 fotos
Créditos: Raphael Carrasco/JP Raphael Carrasco/JP
Localização:

escola duque de caxias

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