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Desenvolvendo as tradições em família

Participar, com afinco, de atividades do meio onde se vive, é uma atitude louvável. Tentar trazer pessoas novas para estas atividades, é melhor ainda. E fazer isso, tendo o apoio de uma das pessoas mais importantes da sua vida, é algo ainda mais extraordinário.

d687b74cc60b697add3d02c71f48b240.jpg Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode

Participar, com afinco, de atividades do meio onde se vive, é uma atitude louvável. Tentar trazer pessoas novas para estas atividades, é melhor ainda. E fazer isso, tendo o apoio de uma das pessoas mais importantes da sua vida, é algo ainda mais extraordinário. Pois é exatamente essa experiência que passam Sandro Strutz e sua mãe, Marli Strutz. Ambos fazem parte da equipe de Tiro Pressão do C.C.T. Alto Rio do Testo (Belz) e contam como iniciaram neste meio, uma das tradições vindas dos antepassados pomeranos.

O filho conta que sempre esteve ligado com a sociedade, desde que era pequeno, e que essa influência carrega consigo até hoje. “Isso se reflete nas minhas atividades, pois sou, pelo terceiro ano, presidente do Tiro do Belz. Minha trajetória vem desde muito novo, afinal, sempre acompanhei meus pais nas festas de rei e rainha e acabei herdando isso deles. Quando ainda existia o antigo salão, eu trabalhava como garçom. Eu cresci dentro da sociedade e quero morrer lá dentro. Por isso afirmo que, se não fosse por eles, eu não teria em quem me espelhar, tanto que, há muito tempo, faço parte da diretoria do clube”, enfatiza.

Marli conta que já participa das atividades há, pelo menos, 30 anos, por isso, sempre procurou incentivar os filhos a estarem nesse meio. “Eu sempre os levava para as competições e festividades. E quando o salão novo foi construído, foram iniciados, também, os treinos para o Tiro, foi quando comecei a participar e gostei muito. Também cheguei a jogar Bolão, mas, hoje em dia, não o pratico mais”.

E essa vivência foi o combustível para que o filho adquirisse a mesma paixão, principalmente, pela prática do Tiro Esportivo. “Eu sempre ia junto com minha mãe e meu pai, Wilfrido, nos torneios e nos treinos. Até que um dia, ele me convidou para atirar, quando eu tinha entre 13 e 14 anos. Neste momento, comecei a tomar gosto, tanto que nos treinamentos, eu dava uns tiros, mas como brincadeira. Isso mudou quando fomos a um torneio, em Jaraguá do Sul, no qual, alguns participantes acabaram faltando e eles me colocaram para atirar. Ali foi a minha primeira competição oficial e, a partir de então, comecei a praticar, treinar e me esforçar ainda mais, para tentar um espaço dentro da equipe. Até que que consegui”, diz Strutz.

E quando o assunto é mirar no alvo, ambos “rasgam” elogios mútuos. “Meu filho atira muito bem, é algo que já está no sangue. Claro, às vezes, há alguns dias que as coisas não dão muito certo, mas ele é um ótimo atirador”. A recíproca do filho é verdadeira. “Minha mãe também sempre atirou muito bem, figurando entre as melhores da equipe. Isso é verdade, até porque, ela nunca errou uma chinelada”, comenta, aos risos, acrescentando que todos da equipe sempre ficaram espantados pela qualidade do tiro dela.

A relação de Sandro e Marli dentro do mundo do Tiro é considerada, por ambos, como a mais saudável possível. “Em casa, procuramos trocar ideias sobre as competições, principalmente, agora, na minha condição de presidente. Sempre que vou tomar uma decisão, além da diretoria, acabo consultando meus pais, pelas experiências vividas por eles. Existe uma relação muito boa e de muita confiança com relação a isso, até mesmo, na hora das cobranças”, ressalta Strutz.

E quando o assunto é orgulho, os dois também não medem as palavras para a troca de gentilezas. “Eu tenho muito orgulho por ele ter ganho alguns títulos dentro do esporte, principalmente, no Tiro, Bolão e Pássaro ao Alvo. Ganhar faixas nos deixa muito contentes, sempre. Além de todo o trabalho que ele realiza no Belz e por estar engajado nessa função de presidente do Tiro, também”.

Um momento especial não sai da memória do pomerodense. “Meus pais foram, em uma oportunidade, Rei e Rainha de Honra da sociedade. E como meu pai sempre foi o porta-bandeira, naquela ocasião, eu assumi esse posto. Foi um momento marcante para mim e para a minha família. Além disso, tenho orgulho de tudo que sempre fizeram pelo Belz. Posso afirmar que esta sociedade é uma segunda família, uma segunda casa”. “Afinal, meus filhos quase nasceram lá”, complemente Marli, também aos risos.

Neste momento especial em que se comemora mais um Dia das Mães, a mensagem de Sandro é de agradecimento. “Tenho muita gratidão por tudo o que ela fez por mim, sempre me incentivando e mostrando o melhor caminho. Se não fosse por ela, juntamente com meu pai, eu acredito que não estaria nesse meio, que eu considero muito familiar, tanto que eu levo a minha filha, de quatro anos, comigo para as competições. Sou muito feliz por terem me ‘colocado’ dentro do Alto Rio do Testo”.

Já Marli faz um pedido todo especial. “Que todas as mães orientem seus filhos para que participem, também, das tradições de nossos antepassados. Temos que incentivar os mais novos, cada vez mais, para que elas não se acabem”. Palavra de mãe!



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Créditos: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode
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