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Depois da dança, a recompensa preparada pela oma

Quando volta de uma viagem com o grupo, Lucas Krahn sempre recebe de sua avó, que é sua maior incentivadora, o seu prato favorito como recompensa. Confira mais uma matéria do Especial de Comemoração aos 50 anos do Alpino Germânico

e8b4f3d6dc5c1fc748d71a3549b0dd78.jpg Foto: Divulgação

Com apenas 12 anos de idade, por iniciativa própria e apoio da família, principalmente de sua oma, Crista Bloese, Lucas André Krahn ingressou no Grupo Folclórico Alpino Germânico. Sempre muito dedicado, Krahn aprendeu o sapateado com o Wolfgang Woide e as coreografias com Richard e Denise Woide. Sua primeira apresentação foi na cidade de São Joaquim, em julho de 2014, apresentação que marcou a todos os dançarinos, quando foram aplaudidos de pé e o público pediu Bis (mais uma). Em quatro anos de grupo, Krahn já participou de diversas apresentações, incluindo viagens de longa duração, em que a saudade da oma sempre aperta. Para matar a saudade do neto, Oma Bloese sempre prepara um marreco recheado na sua chegada.

Sempre convivendo com o rapaz, a oma sabe que o prato preferido do neto é marreco recheado com repolho roxo e aipim frito. É certo, se ele está voltando, a casa Bloese, em Pomerode Fundos, terá cheiro de ave saindo do forno. “No grupo, sempre no retorno das viagens, os outros integrantes já perguntam se o marreco está quase pronto. Todos já conhecem a história do marreco recheado na volta”, comenta Krahn, em um tom de brincadeira. Não foi diferente quando ele voltou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo de Televisão. A oma contou que chorou quando viu o neto dançando ao vivo, para todo Brasil. “Fico muito orgulhosa quando vejo o Lucas dançar. Sei que ele é feliz dançando”, comenta Crista.

Oma Bloese, de 66 anos, fala que fica sempre com saudades na ausência do neto, mas sabe que ele está sendo bem cuidado e com pessoas de confiança. A oma também conta que seu neto está mais disposto desde que começou a dançar no grupo. 

Orgulhosa, Crista conta que foi ela que ensinou o rapaz a falar alemão e o Platt em casa. “Também fui eu que o ensinei a dançar, quando menor. Quando eu era mais jovem, amava ir nos bailes dançar”, destaca Oma Bloese. Ela conclui que, se ainda pudesse dançar, desejaria fazer parte do Grupo Folclórico, juntamente com o neto.

 



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Créditos: Daniel Zimmermann
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