Jornal de Pomerode


Depois da angústia, o alívio

Após horas de tensão, criminosos libertam jovem feita refém, depois do roubo ocorrido em Testo Alto, no Belchior, em Gaspar.

ec2fe9937337ef07498942c951150f0c.jpg Foto: Tatiane Hansen/JP

A terça-feira, 05 de dezembro, seguia seu ritmo normal na casa da família Schwartz, na rua Carlos Belz, em Testo Alto. No entanto, por volta das 12h15min, dois homens armados entraram na residência anunciando o roubo, rendendo e amarrando a família e os funcionários da Pommer Conservas, empresa anexa à residência.

A movimentação incomum chamou a atenção dos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. Em minutos, a viatura chegou ao local e, ao notar a guarnição, os agentes começaram a atirar contra os policiais.

Para fugir da residência, os dois homens levaram Janice Schwartz, 23 anos, filha do casal proprietário da empresa. Um dos criminosos saiu da moradia portando arma de fogo, apontando-a, ora para a cabeça da refém, ora mirando em direção aos policiais militares.

Eles levaram, também, um veículo Fiat / Strada Adventure, vermelha, que pertence à família.

A partir daí, as buscas iniciaram. Guarnições da Polícia Militar de Pomerode, Timbó, Blumenau, Jaraguá do Sul e Indaial, além do Patrulhamento Tático de Blumenau e Jaraguá do Sul, se empenharam na ocorrência.

A dupla de criminosos, juntamente com a refém, seguiu pelas ruas e rotas da região popularmente conhecida como “Itoupavas”, logrando êxito.

Após horas de angústia, preocupação e sem informação, a tão esperada notícia de que a jovem pomerodense estava livre, sã e salva, foi recebida pela família, por volta das 14h. A mãe da jovem, junto com amigos, se dirigiu ao local onde a menina se encontrava, no Belchior, em Gaspar. 

A viagem para o reencontro foi uma mistura de sentimentos. E o momento ocorreu no estacionamento do Supermercado Galegão.  “Eles me deixaram numa região afastada, em Baú Baixo, na divisa entre Blumenau e Gaspar. Andei cerca de um quilômetro a pé até a primeira residência, onde pedi ajuda. O Joel, então, ligou para a minha família e me trouxe até aqui. A Polícia Militar chegou em seguida e, então, a minha mãe”, comenta Janice.

A jovem revela, ainda, detalhes dos momentos em que passou junto aos sequestradores. “Quando me colocaram no carro, pediram para que os levasse à BR-470 pelo caminho com menor movimento. Então passamos por Luiz Alves e não cruzamos com nenhuma viatura da Polícia, o que foi, por um lado, bastante tranquilizador pois não sei o que poderia acontecer. Os dois homens estavam no veículo, o motorista bastante nervoso, mas o outro aparentava mais tranquilidade e me dizia a todo o momento que não iria me machucar, que sairia bem dessa, que o crime ocorreu porque eles eram foragidos no Paraná e precisavam do dinheiro. Apesar de tudo, posso dizer que tive medo, mas acreditei que nada me aconteceria”, explica Janice. A família retornou, então, ao lar, onde pôde encontrar o pai, demais familiares e amigos.

O comandante da Polícia Militar de Pomerode, Tenente Fabio Verdasca de Luca, informou que, para preservar a integridade da família, os policiais optaram por não revidar os tiros. “Com o acionamento da Polícia, os militares se deslocaram ao local e foram recebidos a tiros, mas em virtude da família estar ainda dentro da residência e uma jovem ser levada como refém durante a fuga, opta-se por manter a integridade das vítimas. E, neste momento, os agentes aproveitaram para fugir com o carro da família. A Polícia de toda a região foi acionada e as buscas iniciaram. Agora, com o depoimento e características conhecidas dos autores, também contaremos com o apoio da Polícia Civil para a identificação dos envolvidos”, revela.

O veículo foi encontrado em uma transversal da rua 1º de Janeiro, em Blumenau. Os autores do crime, até o fechamento desta edição, ainda não foram localizados.
Da residência foram levados um revólver calibre 22, da marca Rossi, três celulares, gabinete das câmeras de videomonitoramento, além de quantia em dinheiro. 

Um dos autores do crime portava uma pistola e o outro, um revólver, sendo um magro de, aproximadamente, 1,80m e careca, aparentando 30 anos de idade e cor da pele branca; e o outro, altura estimada em 1,60m, com a tonalidade da pele morena. Agentes da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias também estiveram no local do crime.

 



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Créditos: Tatiane Hansen/JP Tatiane Hansen/JP Tatiane Hansen/JP Tatiane Hansen/JP Tatiane Hansen/JP
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