Jornal de Pomerode

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Dedicação integral ao que lhe faz bem

No Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08, nada melhor do que um exemplo de dedicação integral à ocupação que escolheu na sua vida, sempre com força e carinho.

de88023894b63e63bf14a270e6921e8d.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Dedicar a vida a uma paixão. É relativamente comum encontrar pessoas que sejam adeptas a esta ideia. Porém, quando isso envolve abrir mão de fins de semana e tempo com a família, a escolha ainda é a mesma? Pois é, para Maria Izilda Alves, de 59 anos, artesã da Associação de Artistas e Artesãos de Pomerode, dedicar-se ao artesanato continuou sendo a opção escolhida. 

Ela foi uma das fundadoras da Associação, que foi criada, oficialmente, em 14 de maio de 1991, junto ao então secretário de turismo, Francisco Canola Teixeira, e outras pessoas ligadas ao artesanato. Segundo Izilda, na época, era a única associação de artesãos no Vale do Itajaí. “Por dois anos, ficamos no espaço ao lado da Prefeitura, onde hoje é a Secretaria de Educação e Formação Empreendedora. Depois fomos para o Portal Sul, onde estamos há 25 anos, trabalhando de domingo a domingo, para sempre poder atender bem os turistas”, conta a artesã.

Porém a sua relação com o seu ofício começou muito antes de fundar a Associação. Dois anos depois de se mudar para Pomerode, em 1980, uma necessidade financeira fez com que ela precisasse fazer do artesanato uma fonte de renda e começou a comercializar os seus produtos para ajudar financeiramente. 

“No início eu fazia tiaras e arranjos com flores, como acessórios típicos. Eu levava os meus produtos para vender em Blumenau, pois lá existiam os pontos de venda específicos para isso e eu aproveitava, também, a época de Oktoberfest para vender as tiaras”, relata a artesã, que revela ter levado para Blumenau, sempre entre 100 e 200 tiaras.

Mas, tempos depois, ela decidiu se dedicar mais a outro tipo de artesanato, fazendo bonecas de porcelana caracterizadas tipicamente. “Eu fazia as tiaras, mas um dia reparei que quase não se faziam bonecas típicas e que talvez este fosse um produto interessante para se investir, afinal, elas também são parte da cultura local, ainda mais vestidas tipicamente. Comecei a fazer algumas bonecas, me dedicando dia e noite, para que ficassem cada vez melhores, e, felizmente, deu certo”, afirma. 

Regularmente, Izilda vai visitar os pais e eles a ajudam a preparar alguns detalhes das bonecas. A sogra, no começo, a ajudava a confeccionar as tiaras e, por este motivo, a artesã agradece imensamente a eles, por ajudarem a realizar essa tarefa que é tão prazerosa, mas que, ao mesmo tempo, exige muito de uma pessoa.

E, além de estarem na loja da Associação no Portal vendendo as obras de todos os associados, Izilda também considera que estes artesãos são fontes de informação, e ajudam os turistas a encontrar o que procuram. “Procuramos orientar a todos da melhor maneira possível, informando também o que acontece na cidade. É muito legal poder conhecer todas estas pessoas, os diferentes tipos de turistas que visitam Pomerode”, comenta.

Por fim, ela ressalta o quanto se sente feliz em poder estar ali e fazer o que faz. “Me considero, hoje, uma pessoa de fora que abraçou a cidade e sempre buscou fazer o máximo pelo turismo de Pomerode. Faço tudo com muito carinho e a minha arte, mesmo que seja simples, sempre é feita com amor e dedicação”, finaliza.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP
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