Jornal de Pomerode

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Decolando rumo ao sonho

Morador de Pomerode se torna piloto profissional e relata a luta pela realização do sonho, junto aos obstáculos enfrentados

9dd098911997fe1b56f5b8c24817a784.jpg Foto: Divulgação

Até onde vai a sua determinação? Seria ela capaz de se manter firme mesmo após 10 anos buscando a realização de um sonho profissional? Pois André Imthurm, de 31 anos, pode se orgulhar deste feito, já que, em outubro de 2017, tornou-se piloto de avião comercial, após 10 anos lutando para conseguir a formação necessária e a contratação em uma companhia aérea. Hoje, ele faz trajetos nacionais e no Mercosul.

De acordo com Imthurm, o sonho de ser piloto já existia desde quando era criança. “Meu pai sempre gostou de aviação e compartilhava seu gosto comigo, então, fui me apegando a isso também. Mas foi só quando cheguei aos 21 anos que tomei a decisão definitiva de que iria estudar para ser piloto de avião”, conta.

E foi a partir desta decisão que começou a sua trajetória em busca da realização deste sonho. Além de curso teórico, diversas exigências deveriam ser cumpridas para que ele estivesse apto a ser contratado como piloto de avião, sendo elas, ter um determinado número de horas de voo, saber falar inglês fluente, ser formado em algum curso superior, ter certificado de Jet Training (curso de introdução aos jatos) e obter a habilitação de aeronave multimotor (MLTE/IFR).

“Como é um processo que exige muitos detalhes, acaba se tornando demorado e, por isso, durante estes 10 anos na busca pelo conhecimento, tive diversos empregos na área da aviação. Atuei como instrutor no Aeroclube de Blumenau, em Joinville e em Campo Grande, além de ter atuado como piloto executivo em Blumenau. Estes empregos também me ajudavam a acumular horas de voo”, explica.

E nem tudo foram flores durante a caminhada, pois, para conseguir recursos para avançar na carreira, Imthurm comenta que teve outros empregos. “Cheguei a trabalhar como auxiliar de produção, auxiliar de escritório, tentei ser corretor de imóveis, vendedor de planos de celulares, e secretário do Aeroclube de Blumenau. Mesmo depois de alguns anos de formado no curso de piloto, precisei trabalhar como garçom para manter minhas habilitações em dia no período ruim do mercado da aviação, por volta de 2013”, relata. 

Entretanto ele não desanimou, confiante que chegaria seu momento.

Em meio aos estudos e à preparação para se tornar um piloto, havia a vida pessoal, que não poderia ser deixada de lado. Em 2008, André Imthurm começou a namorar a dentista Cindy Karazawa Rehfeldt e, conforme os anos iam passando, crescia a vontade de se casar. 

“Eu sempre apoiei o fato de ele querer buscar o sonho dele, mas, ao mesmo tempo, me preocupava com o seu futuro e com o nosso futuro. Porém, o André sempre foi muito persistente e conquistou o seu sonho, por isso, tenho orgulho dele”, afirma Cindy.

O casamento veio, em abril de 2017 e o ano parecia reservar mais alegrias, já que, em agosto, começou um processo seletivo e um curso de formação em uma grande companhia aérea do Brasil, sendo contratado em outubro de 2017. A partir daí, toda a rotina do casal mudou, já que a base de André é no Rio de Janeiro.

“Ainda estou me adaptando ao fato de não ter ele sempre em casa, me acostumando à ausência, mas estou sempre apoiada na minha fé, o que facilita as coisas. Além disso, como atendo em consultório, posso organizar meus horários com meus pacientes para aproveitar quando ele tem uma folga e vem para casa”, pondera Cindy.

O piloto também ressalta o quanto se esforça para poder dedicar o seu tempo livre à esposa. “Tento sempre estar em casa quando tenho as minhas folgas e, quando não estou fisicamente com ela, usamos muito a tecnologia para nos comunicar, o que torna a rotina um pouco mais fácil”. O casal comenta que, pelo pouco tempo disponível, tentam sempre aproveitar ao máximo quando estão juntos, fazendo programas diferentes.

Por fim, o piloto ressalta a felicidade em poder fazer o gosta, mesmo com os pequenos obstáculos. “Voar é fantástico. E mesmo que a vida pessoal fique um pouco comprometida, há o companheirismo e a parceria. Quanto a ser piloto de linha aérea recém formado, o difícil é chegar ao profissionalismo desejável e manter qualificação, além disso, deve-se estar com a saúde em dia, inclusive, psicologicamente. Mas, não há compensação melhor do que fazer o que gosta”, finaliza.



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