Jornal de Pomerode


Pomerodense volta para a Alemanha afim de ampliar sua cidadania global

Aprender mais sobre outro idioma, ampliar o conhecimento e respeito por outra cultura e ainda poder contribuir por meio de trabalho voluntário, é a próxima experiência de João Marcos Beber. O pomerodense, de 18 anos, vai voltar à Alemanha no mês de março do ano que vem.

f6884de4d4752946c0420b8b795a5499.jpg Foto: Divulgação

Aprender mais sobre outro idioma, ampliar o conhecimento e respeito por outra cultura e ainda poder contribuir por meio de trabalho voluntário, é a próxima experiência de João Marcos Beber. O pomerodense, de 18 anos, vai voltar à Alemanha no mês de março do ano que vem, para participar de mais um programa de intercâmbio da AFS, mas desta vez, vai para colocar o aprendizado da primeira experiência em prática. 

Beber, que conclui o ensino médio neste ano, se inscreveu por meio de um site de uma agência de intercâmbios para uma bolsa parcial de trabalho voluntário na Alemanha. Duas semanas depois de ter preenchido todos os dados, recebeu o resultado de que havia sido selecionado para uma entrevista com a equipe da AFS Alemanha. “Foi no dia 07 de setembro que fiz a entrevista. Por mais ou menos uma hora, conversei pelo Skype, em alemão, explicando o porquê do meu interesse em fazer o intercâmbio com o trabalho voluntário. E depois disso, fui selecionado para a bolsa, juntamente com uma menina de Americana, São Paulo”, esclarece. 

Atualmente, fala fluentemente o alemão. Segundo ele, o básico do idioma aprendeu na escola, mas começou a falar mesmo em sua primeira experiência no país. No ano de 2015 fez um intercâmbio escolar, morando um ano no sul da Alemanha, em Friburgo em Brisgóvia, uma cidade do estado federal de Baden-Württemberg, na casa de uma família hospedeira. “Quando cheguei lá não conseguia me comunicar em Alemão, pois o sotaque é muito diferente, então, falava em Inglês, mas foi questão de poucos meses para aprender a falar o idioma”, explica. Para o jovem, a primeira experiência foi maravilhosa, pois além do Alemão, aprendeu a ser um cidadão global, o que, segundo ele, é respeitar, aceitar e se sentir parte de todas as culturas. 

Neste ano, o estudante estava decidido a prestar o vestibular e cursar direito, porém, queria ter mais uma experiência fora do Brasil, e esse desejo foi mais forte. O destino de João Marcos, ou seja, a próxima cidade da Alemanha que vai morar e realizar o trabalho voluntário, ainda não está definido. A agência tem buscado o projeto voluntário em que o perfil dele mais se encaixe. “Minha família hospedeira está torcendo para eu ir pra Friburgo, porque eles sentem minha falta. Porém, pra mim o lugar não importa muito, eu gosto de fazer trabalho voluntário, o importante é ajudar o próximo”, diz. No ano de 2015, ajudou como voluntário trabalhando juntamente com refugiados que chegavam na Alemanha. Na cidade onde morava, cerca 500 refugiados foram acolhidos. 

O sonho de fazer um intercâmbio começou cedo. A família do jovem já recebeu muitos estudantes de outros países em sua casa. “Já recebemos, aqui em Pomerode, muitos intercambistas, o que contribuiu muito com o desejo e pelo interesse por novas culturas”, orgulha-se. O jovem ainda conta como a experiência é boa para fazer novas amizades, alegando que, atualmente, tem amigos em vários lugares, como África, França, Dinamarca e outros. Beber ficou sabendo da AFS por meio de um professor da escola, que era voluntário da agência, e por um intercambista dinamarquês que ficou um ano em sua casa. 

Decidiu fazer a viagem para a Alemanha, por ser um país com uma grande história, e por ter um gosto especial por essa disciplina na escola. Segundo ele, a viagem ainda contribui para que durante as aulas de história, no ensino médio, pudesse se aprofundar ainda mais nos assuntos relacionados à Alemanha. No começo, quando a data da viagem se aproximava, sentiu aquele frio na barriga, porém adverte que foi a melhor experiência que teve, mesmo nos momentos difíceis, teve o que aprender. “Um dia fui pegar o metrô para ir à escola, e peguei a linha errada. Quando cheguei na estação, não era o local onde eu deveria descer. Eu tentei me comunicar com alguém e não consegui. Sentei na estação e ouvi uma mulher falando em português no celular, abordei ela e pedi ajuda. Ela me instruiu e deu tudo certo”, contou. Quando voltou pela primeira vez ao Brasil, teve um impacto muito grande. Uma das coisas que mais sentiu falta, além da família e dos amigos, foi do transporte público de qualidade. Ele estava tão acostumado a pegar metrô que planejava sua rotina no Brasil, como se houvesse esse meio de transporte na cidade. No idioma, ficou com um pouco dificuldade, às vezes trocava algumas palavras, mas logo se readaptou com a condição brasileira. 

Hoje, o pomerodense está muito animado com sua volta para Alemanha, pois vai aprimorar tudo o que aprendeu na primeira vez e tem planos de, quando voltar para Pomerode, partilhar toda a sua experiência. De acordo com ele, o intercâmbio não é algo individualista, e sim, um aprendizado que precisa ser compartilhado para poder incentivar outras pessoas a ter essa experiência. “Foi o melhor ano da minha vida, eu cresci e aprendi muito. Incentivo quem tem o desejo de fazer intercâmbio de realmente ir, o gasto pode ser alto para fazer o intercâmbio, mas é algo que o dinheiro não compra", conclui. 

Você se interessa em fazer intercâmbio? Ou tem o desejo de hospedar um intercambista? Acesse: http://www.afs.org.br/ para mais informações. 



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