Jornal de Pomerode

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De malas prontas, parte 2

Jovem pomerodense terá a chance de realizar trabalho voluntário na Alemanha, durante um ano

34f6ee8ddc5f2fb7fd32ce0353a2f40d.JPG Foto: Divulgação

Mais um pomerodense terá a chance de realizar um trabalho voluntário na Alemanha. Na edição 1125, trouxemos a história de Rafael Stein Lenzi, que, por meio de uma instituição que realiza intercâmbios voluntários, a AFS, também realizará trabalhos voluntários na Europa.

E é por meio da AFS, que o estudante Iago Giuseppe Tambosi, 17 anos, irá partir para a Alemanha, na qual fará parte de um projeto chamado Weltwaerts Sul-Norte, um programa de desenvolvimento do trabalho voluntário no país germânico, criado pelo Ministério Federal para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (BMZ). Diferentemente do que acontece em outros países, na Alemanha, o trabalho voluntário é regularizado e fiscalizado por um órgão do governo. 

O jovem estudante soube da oportunidade de concorrer a uma bolsa, através de uma amiga de sua mãe, que o avisou sobre a possibilidade de realizar um trabalho fora do país. Iago estava prestes a começar a faculdade de direito na Furb, em Blumenau, mas optou por adiar o início do curso para poder fazer o intercâmbio voluntário na Alemanha.

“Optei por não começar o curso de direito, afinal essa é uma oportunidade quase que única. Pensei bem sobre a decisão, mas, como ainda sou novo, creio que dava para adiar um pouco o começo da faculdade para fazer trabalhos voluntários em outro país, que enriquecerá muito o meu conhecimento”, afirma.

Ao saber que foi selecionado para a realização da viagem, Tambosi conta que sua primeira reação foi de espanto, pois não esperava a notícia boa.

“Minha primeira reação foi de alegria, lógico, mas logo em seguida veio o nervosismo, só de pensar que vou ficar um ano longe do lugar onde eu estive minha vida inteira, da minha família e amigos”, destaca.

O rapaz dedica o feito à sua mãe, que desde o começo, acreditou na possibilidade do filho praticar as atividades fora do país.

“A minha mãe foi a pessoa mais importante nesse processo. No começo, a ideia de fazer um intercâmbio parecia improvável e, se não fosse por ela, eu provavelmente nem teria me inscrito no programa. Foi ela quem mais me incentivou e correu atrás da maioria dos documentos necessários. Eu devo praticamente tudo a ela”, ressalta Tambosi.

A mãe, Keila Rossi, afirma que ficou muito empolgada com a possibilidade de o filho ter essa experiência e revela que o incentivou muito a ir. “Eu incentivei muito o Iago a ir, porque acredito que um adolescente, um jovem, tem que ter uma experiência dessa de expansão de mundo. Além de conhecer um outro país, outra cultura, ele aprende a respeitar e ver o mundo com outros olhos. E, principalmente, em um trabalho como esse, poder ajudar as pessoas, poder fazer algo pelo próximo vai fazer ele ser muito melhor como ser humano. É uma troca bacana de experiências”, coloca a mãe.

Ela também que espera que o rapaz aprenda muito com a experiência. “A Alemanha é um país muito justo, honesto com valores e princípios muito descentes, e é muito importante que os jovens aprendam na prática que tudo isso pode funcionar. Não temos esses exemplos em nosso país, então, é muito importante esse outro olhar”, destaca Keila.

 



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